Tiroteio na Rocinha deixou pelo menos seis mortos

A polícia já encontrou seis corpos de pessoas mortas no tiroteio acontecido na noite de quarta-feira, na Rocinha, invadida por traficantes rivais à quadrilha que comanda o tráfico de drogas na favela. Um grupo de 40 homens invadiu a Rocinha na noite de ontem e o tiroteio durou cerca de três horas. A polícia continua no morro, tentando localizar mais corpos e algum invasor que tenha permanecido no local. Outras oito pessoas ficaram feridas e sete foram presas. O fornecimento de energia elétrica em alguns pontos da favela, interrompido porque os invasores atiraram nos transformadores da Light, já foi restabelecido. Nesta manhã, a polícia encontrou quatro corpos, sendo três em um beco da favela. Alguns dos criminosos que participaram da ação e estavam escondidos na mata tentaram, na manhã de hoje, fugir por um bairro nobre em torno da favela, na zona sul do Rio. Na Rua Timóteo da Costa, no Alto Leblon, quatro criminosos foram presos depois de fazerem refém o síndico de um edifício, por volta das 5h30. Eles foram rendidos, sem troca de tiros. Uma mulher, que seria irmã de um deles, também foi presa no local depois de tentar subornar os policiais militares. Uma casa do condomínio Gávea Park, na Gávea, também foi invadida de manhã por três homens que roubaram roupas do varal. A moradora chamou a polícia, mas eles conseguiram fugir. A polícia prendeu, durante a madrugada, dois criminosos baleados que procuraram socorro no Hospital Miguel Couto. Há pouco, peritos da Polícia Civil subiram a favela com o reforço do carro blindado do Batalhão de Operações Especiais da PM (Bope) e de policiais militares para localizar corpos de prováveis vítimas do tiroteio. Um helicóptero da PM também está sobrevoando a favela. A Polícia Militar reforçou o policiamento na região.

Agencia Estado,

16 Fevereiro 2006 | 10h56

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