Tiroteios no centro de São Paulo deixam dois mortos

Dois tiroteios tumultuaram a região da Rua 25 de Março, no centro de São Paulo, na tarde desta quinta-feira. O primeiro ocorreu na Rua Barão de Duprat, onde uma pessoa morreu e outra ficou ferida. A polícia ainda não sabe o motivo do tiroteio. Em seguida, próximo da Ladeira da Constituição, um camelô pegou a arma de um guarda civil metropolitano e com ela trocou tiros com um policial civil. O ambulante morreu e outras três pessoas ficaram feridas. Do primeiro tiroteio, a polícia só tem o relato de uma testemunha. Ela disse ter ouvido alguém gritar: "Atira na cara dele", e escutado os disparos em seguida. Quando a Polícia Militar chegou ao local, Wagner dos Santos Dantas, de 18 anos, estava morto com dois tiros no peito e José Roberto dos Santos Soares, de 31, ferido na virilha. O delegado Roberto Bueno Menezes, titular do 1º DP, onde o caso foi registrado, se recusou a dar entrevista e a comentar o caso. Segundo a Secretaria de Segurança Pública, a polícia ainda não sabe se houve uma briga entre Soares e Dantas ou se a dupla foi vítima de uma vingança. Não havia nenhuma arma no local. Logo depois do tiroteio na Barão de Duprat, guardas civis metropolitanos apreenderam a mercadoria do ambulante Marcelo Marinho, de 31 anos. Ele estava acompanhado de Alexandro Peixoto de Jesus, de 27 anos, e Luís Ricardo Monteiro, de 19. Indignado por ter sua mercadoria apreendida, Marinho partiu para cima de do GCM Reginaldo Alexandre e conseguiu arrancar o revólver calibre 38 de suas mãos. Com a arma em punho, Marinho atirou no GCM Amarildo Gomes. O tiro pegou no colete do guarda. Ele caiu no chão, machucando o braço direito. Depois de atirar no guarda, Marinho correu na direção da Ladeira da Constituição. Ao ver o ambulante armado, Benício Fernando Silva, investigador do Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), sacou sua arma e mandou o vendedor parar. "Ele não obedeceu e continuou correndo, aí o policial disparou", contou o ambulante José Carlos Araújo, de 32 anos. "Benício estava passando por ali e foi ao encontro do camelô para salvar a vida dos GCMs", explicou o delegado Antônio Carlos do Araújo, do DHPP. O policial foi baleado no braço e atirou em Marinho, que morreu em seguida. Uma das balas acertou ainda a perna de Luís Augusto de Oliveira Rizati, de 31. "A gente estava vendendo bijuterias nas lojas quando escutamos os tiros", contou Daniela Rizati, mulher de Luís. Os ambulantes Jesus e Monteiro foram presos por terem ajudado o camelô a tomar a arma do GCM.

Agencia Estado,

09 Fevereiro 2006 | 20h24

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