SONIA RACY/ESTADÃO
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‘Tive medo e vergonha de denunciar’, diz Luiza Brunet sobre agressão

Em entrevista ao programa ‘Fantástico‘, da TV Globo, atriz afirmou que as ‘marcas psicológicas‘ são as ‘mais difíceis de curar‘

O Estado de S. Paulo

04 Julho 2016 | 07h45

SÃO PAULO - A atriz e ex-modelo Luiza Brunet, de 54 anos, disse neste domingo, 3, ao Fantástico, da Rede Globo, que “as marcas psicológicas” da agressão física que denunciou ter sofrido do ex-companheiro, o empresário Lírio Parisotto, “são as mais difíceis de curar” e que vai continuar lutando pelo fim da violência contra a mulher.

Ela entregou ao Ministério Público Estadual de São Paulo (MPE-SP) fotos que comprovariam a agressão, ocorrida em maio, em Nova York. “Só quem vive isso sabe do pavor e dos sentimentos conflitantes que tomam conta da gente.”

A Promotoria já abriu inquérito para apurar o caso e pediu à Justiça medidas de proteção para a atriz. A solicitação foi acatada pelo Judiciário na última terça-feira, 28. Parisotto, que afirma ter apenas se defendido de agressões iniciadas por Luiza, pode ser preso se tentar se aproximar da ex-companheira.

A revelação da violência foi feita pela ex-modelo à coluna de Ancelmo Gois, na edição de sexta-feira, 1º, do jornal O Globo. Ela afirmou ter sido espancada pelo empresário, com quem vivia em união estável há cinco anos, na madrugada do dia 21 de maio, durante uma viagem do casal à Nova York.

Segundo o relato de Luiza, o então companheiro começou a se exaltar durante um jantar com amigos, quando o casal foi questionado se iria a uma exposição. Parisotto disse que não iria porque, da última vez, foi confundido com o ex-marido da modelo.

Ao voltarem para o apartamento onde estavam hospedados na cidade americana, Parisotto discutiu com a atriz e a atingiu com um soco no olho e chutes. Em seguida, ela diz ter sido derrubada no sofá e imobilizada violentamente, o que provocou a quebra de quatro costelas da atriz. Luiza conseguiu escapar depois de ameaçar gritar pelo concierge. No dia seguinte, ela voltou ao Brasil, onde iniciou tratamento médico para as lesões.

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