TJ confirma condenação de lutador que esquartejou a mulher

O Tribunal de Justiça confirmou, hoje, sentença do Tribunal do Júri da cidade de Santos, que condenou há 14 anos de cadeia em regime fechado, o praticante de artes marciais, Cláudio Gonçalves, por crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver. Na tarde de 30 de agosto de 2000, no apartamento do casal, no prédio 142 da Rua Pérsio de Queiroz Filho, Cláudio matou a esposa, Márcia Lins Soares Gonçalves, com um golpe de caratê. Com um serrote, esquartejou o corpo, jogando os pedaços em vários pontos de Santos, acondicionadosem sacos plásticos. O TJ, por unânimidade com base no voto do desembargador-relator, Pedro Gagliardi, rejeitou recurso da defesa que, pretendia a anulação da sentença afim de que o acusado fosse submetido a um segundo júri.Além de alegar uma série de supostas nulidades , entre as quais, confissão obtida mediante espancamentos, a defesaargumentou não haver provas de que Cláudio tenha matado a mulher. Márcia teria abandonado o lar, o marido e dois filhos, espontaneamente, tomando rumo ignorado. O desembargador Pedro Gagliardi fez minucioso exame da prova do processo para concluir que a decisão dos jurados de Santos foi acertada e não merece reparos. O relacionamento do casal se deteriorara, principalmente depois que Márcia supreendeu o marido na cama em companhia de outro homem, ambos nus. As brigas eram constantes e os vizinhos já nem interferiam. Após o esquartejamento, Cláudio desinfetou o apartamento com cloro, e no dia seguinte pediu à própria mãe que completasse a limpeza. Apesar disso, a polícia encontrou manchas de sangue em vários locais. Apesar da mutilação, os peritos constataram que a morte foi causada por traumatismo craniano, com fratura de vértebras naaltura da nuca. A alegação de confissão arrancada mediante torturas é desmentida pelo fato de que o réu confessou a autoria dos crimes a parentes, à polícia e a jornalistas, chegando a fazer um desenho ilustrativo para melhor explicar como esquartejara o cadáver.

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