TJ nega habeas-corpus para acusado de encomendar a morte da mãe

O desembargador Marco Nahum, da 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) negou, na noite de terça-feira, 17, o pedido de habeas-corpus ao estudante Adriano Saddi Lemos Oliveira, acusado de ter encomendado o seqüestro e assassinato da mãe, a empresária do setor imobiliário, Marisa Saddi, de 46 anos.O recurso pedia a revogação da prisão temporária de 30 dias decretada pela juíza Adriana Bertoni Holmo Figueira, da Vara Única de Vargem Grande Paulista. No pedido, os advogados alegaram que a prisão do acusado teria sido justificada genericamente e não era necessária.O mérito da liminar ainda será julgado pelo relator e mais dois desembargadores após o envio de informações da Vara Única de Vargem Grande Paulista ao TJ-SP, e da opinião da Procuradoria Geral de Justiça.Marisa foi seqüestrada em 26 de julho por dois homens em Carapicuíba, região metropolitana de São Paulo. Seu corpo foi encontrado no dia seguinte com cinco tiros em Vargem Grande Paulista. O estudante confessou o crime em depoimento à Polícia, em 28 de setembro, mas mudou a versão depois que foi preso, em 3 de outubro. Ele foi beneficiado pela Lei Eleitoral, que determina que ninguém pode ser preso cinco dias antes ou 48 horas após as eleições, a não ser em caso de flagrante delito.De acordo com a polícia, Saddi encomendou a morte da mãe para ficar com a herança da família, estimada em R$ 15 milhões. Ele teria pago R$ 40 mil a dois homens, entre eles o motorista da família, Cristiano Borges Ferreira, de 27 anos.

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