TJ nega pedido de pediatra acusado de pedofilia

O Tribunal de Justiça (TJ) de São Paulo negou pedido do pediatra Eugênio Chipkevitch, de 48 anos, que queria a paralisação imediata do processo contra ele por corrupção de menores e atentado violento ao pudor. O médico, que está preso desde março, acusado de sedar e abusar sexualmente dos pacientes, insiste em ver as fitas com as imagens da violência sexual ao lado de seus advogados.O pedido de liminar, feito em um habeas-corpus impetrado pelos advogados Otávio Augusto Rossi Vieira e Paulo Sérgio Leite Fernandes, foi negado pelo 2º vice-presidente do TJ, desembargador Adalberto Denser de Sá. Os defensores pediram ao magistrado que o processo que corre na 10ª Vara Criminal Central fosse paralisado, até que o TJ decida se o médico pode ter acesso às fitas.Assistir às fitas gravadas por ele mesmo, que foram descobertas no lixo, é a condição do pediatra para que, enfim, responda às perguntas sobre a acusação. Tanto na fase policial quanto em juízo, Chipkevitch utilizou o direito de permanecer calado.O juiz Marcelo Semer, da 10ª Vara Criminal, havia negado o pedido feito pelos advogados do médico, que recorreram agora ao TJ. O habeas-corpus ainda terá julgamento de mérito pela 6ª Câmara Criminal. Três desembargadores vão decidir se o médico tem ou não direito de ver as fitas.Marcelo Semer já mandou intimar os defensores do médico para que apresentem as alegações finais do processo (último passo antes da sentença). Os advogados, no entanto, se negam a apresentar o documento. "As imagens são a base da acusação e não há como fazer a defesa sem que as fitas sejam revistas por ele (Chipkevitch)", disse Rossi Vieira.Ao negar a liminar, o 2º vice-presidente do TJ afirmou em seu despacho que o pedido dos advogados está ligado ao mérito do recurso, que deve ser apreciado pela 6ª Câmara.

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