TJ-PR vai apurar influência de Medina em concurso para juiz

O presidente do Tribunal de Justiça do Paraná, José Antônio Vidal Coelho, determinou nesta terça-feira, 24, a instauração de sindicância para apurar denúncias de que pode ter havido fraude no concurso para juiz substituto realizado no ano passado. Segundo o TJ-PR, a fraude teria a participação do ministro do Supremo Tribunal Federal Paulo Medina, que também é investigado na Operação Furacão, desencadeada pela Polícia Federal. A denúncia foi feita pela revista Veja, ao publicar trechos de suposto diálogo telefônico entre Medina e seu genro, o advogado mineiro Leonardo Bechara Stancioli, um dos aprovados. Na conversa, que constaria do inquérito da Operação Furacão, Medina teria dito a Stancioli que um "esquema" estava montado. Ele disse que poderia conseguir que a sustentação oral no concurso fosse feita por "outra pessoa", mesmo porque os integrantes da banca já estavam informados sobre seu genro. "A missão está cumprida, viu, Léo?" encerrou o desembargador. O resultado do concurso foi divulgado em 28 de novembro e homologado em 11 de dezembro, com a aprovação de 22 pessoas. Stancioli é o 17º e ainda aguarda o chamado para tomar posse. Na semana passada, o 13º. colocado foi empossado. O presidente do TJ determinou, ainda, que seja realizado exame grafotécnico nas fichas e provas do concurso. O pedido para sindicância foi feito pela Comissão de Concursos para ingresso à carreira de magistrado. A regional paranaense da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) enviou uma nota, ontem, manifestando "preocupação" com a notícia de possível fraude no concurso para juiz. "A denúncia é grave e deve ser investigada", pediu o presidente da entidade, Alberto de Paula Machado.

Agencia Estado,

24 Abril 2007 | 18h15

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