TJ vai julgar promotor foragido por porte de arma

Foragido há 13 dias, o promotor Igor Ferreira da Silva, de 34 anos, será julgado novamente este mês pelo Tribunal de Justiça (TJ) de São Paulo. O desembargador José Osório enviou para o setor de julgamentos um inquérito e outro processo contra o promotor, condenado a 16 anos e 4 meses pelo assassinato da mulher Patricia Aggio Longo, que estava grávida de sete meses. O primeiro caso refere-se à denúncia (acusação formal) oferecida contra Igor, pelo suposto esquema de suborno de um preso de Guarulhos para que ele assumisse a morte de Patrícia. São acusados também os irmãos do promotor, Éger e Eric, e o preso João Genivaldo Ramos e sua mulher Ana Lúcia Ferreira Leite. O Órgão Especial do TJ - composto pelos 25 desembargadores mais antigos -, o mesmo que condenou Igor, vai decidir se recebe ou não a denúncia e instaura o terceiro processo contra ele. A Procuradoria-Geral de Justiça denunciou todos por crime de auto-acusação falsa, com pena de 3 meses a 2 anos de prisão ou multa. O episódio motivou a prisão preventiva de Igor em 98, por 43 dias, mas o entendimento do TJ não foi unânime. Não havia provas de que Igor participou diretamente do esquema. O segundo processo - também já em condições de ser julgado - é sobre o porte ilegal de uma pistola 9 milímetros, cujo calibre é de uso privativo das Forças Armadas. São réus nesse caso Igor e seu irmão Eger.

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