Torre provisória começa a operar hoje em Congonhas

Infraero lança no próximo mês edital para construir torre de R$ 20,8 mi

O Estadao de S.Paulo

23 de dezembro de 2007 | 00h00

A partir de hoje, o Aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo, passa a operar com uma torre de controle provisória e mais moderna. A mudança vai permitir a troca dos equipamentos, do piso e do teto da antiga cabine. "Como não tem como mexer com todos lá dentro, vamos ficar na provisória até 23 de janeiro", explica o chefe do Serviço Regional de Proteção ao Vôo de São Paulo (SRPV-SP), coronel Carlos Minelli de Sá. A reforma, contudo, não elimina a necessidade de construir uma nova torre, maior e mais alta, em Congonhas. A Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero) deve lançar o edital para essa obra no próximo mês. A torre foi construída no topo do prédio central, em 1951, 15 anos depois de o aeroporto iniciar suas operações. "As necessidades técnicas e operacionais mudaram. No início, usava-se um anemômetro (aparelho que mede a velocidade do vento), um barômetro (medidor de pressão atmosférica), um indicador de direção, binóculos e tabelas de anotações. Hoje temos computadores", explica Minelli. A estrutura provisória que vai abrigar os controladores começou a ser montada há mais de um mês. "A maior parte do trabalho ocorreu depois que o aeroporto parava de funcionar", diz o chefe da Seção de Navegação do SRPV-SP, o major Emerson Eduardo Moraes. Como as escadas para chegar ao topo do prédio são estreitas, grande parte das estruturas foi içada por guindastes. A torre provisória fica ao lado da antiga e tem praticamente o mesmo tamanho. A reforma, porém, vai melhorar o aproveitamento do espaço. Todas as CPUs dos computadores ficarão em uma sala no primeiro piso do aeroporto, em um espaço reservado para a Aeronáutica. "Isso acaba com a situação de um técnico ter de ficar embaixo da mesa do controlador para consertar algum problema", explica Minelli. Por turno, pelo menos cinco pessoas trabalham na torre. Outro problema da atual torre é que, depois da ampliação da área de embarque do aeroporto e da construção dos fingers para estacionamento das aeronaves, a visão do pátio ficou prejudicada. "Ainda precisamos de uma estrutura mais alta e maior", afirma Minelli. A obra, que será feita pela Infraero, está orçada em R$ 20,8 milhões. A torre antiga será preservada, pois é tombada. Nesta semana, as duas torres vão funcionar simultaneamente. Segundo Moraes, haverá uma equipe completa na estrutura recém-montada e um grupo de stand-by no prédio antigo. No dia 2 de janeiro, a cabine antiga será totalmente desativada para receber os novos equipamentos de controle fornecidos pela empresa austríaca Frequentis. "Teremos um grande ganho técnico e operacional. Haverá redução de ações e maior confiabilidade, pois diminui a carga de controle, automatizando alguns procedimentos e deixando mais tempo para o gerenciamento", afirma o chefe do SRPV-SP. Os monitores serão sensíveis ao toque, o que deve agilizar o serviço."Os avanços tecnológicos provocam uma obsolescência muito rápida. Mas a longevidade do equipamento deve ser de pelo menos 15 anos", diz Minelli. Os computadores antigos ficarão de backup para a Aeronáutica. Passam pelo mesmo processo de modernização os aeroportos Tom Jobim, no Rio, e Internacional de Salvador. "A torre provisória poderá ser usada em outros aeroportos que passarão pelo mesmo processo e também em operações militares em aeródromos que não têm torre", afirma Moraes.

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