Tozzi se destaca no Pompidou

Obras do arquiteto estão no acervo do centro de Paris

Pedro Venceslau, O Estadao de S.Paulo

17 Julho 2009 | 00h00

Ao lado de Oscar Niemeyer, Paulo Mendes da Rocha e Walter Toscano, Decio Tozzi passou a integrar esse ano o seleto time de arquitetos brasileiros com obras expostas no acervo permanente do Centro Georges Pompidou, em Paris. Quatro trabalhos seus foram selecionados pelo Conselho de Conservadores e Curadores do museu: o Fórum Trabalhista Ruy Barbosa, em São Paulo, a Escola Técnica de Comércio de Santos e a residência e capela da Fazenda Veneza, em Valinhos, interior do Estado. Além de croquis e fotos, Tozzi enviou para Paris modelos conceituais dessas obras em alumínio. "Agora, lá fora, estão começando a solicitar a arquitetura brasileira do pós-Brasília, que era a referência que o mundo tinha", diz o arquiteto. Sua obra é marcada pela ideia de manter uma relação direta entre arquitetura e sociedade. A Escola Técnica de Santos, da década de 60, promove a integração dos espaços construídos com os naturais e a utilização máxima da luz ambiente. Pátios interligados por passarelas formam espaços de convivência dentro do câmpus. O Fórum Ruy Barbosa é, de longe, sua criação mais controversa: a obra foi pivô do escândalo envolvendo o ex- juiz Nicolau dos Santos Neto. "Não tive muito contato com Lalau. Só o via a cada dois meses." Em vez do antigo hall solene, ele optou por uma praça aberta, com bancos e restaurantes. "Felizmente o bem venceu o mal", diz.

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