Trabalhadores da construção civil entram em greve na BA

Cerca de 200 obras de construção civil em Salvador - entre elas um shopping center, com previsão de entrega em abril - estão paralisadas depois que o Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil e da Madeira da Bahia (Sintracom-BA) decidiu promover uma greve, por tempo indeterminado, para reivindicar reajuste salarial. A decisão, tomada no fim da tarde de segunda-feira, 26, e confirmada em assembléia na tarde desta terça, é resultado de um impasse entre empregadores e trabalhadores, que se reuniram 11 vezes, desde dezembro, para tentar chegar a um acordo salarial. O Sintracom faz questão de um aumento de 9% nos vencimentos dos operários - baseado, sobretudo, na projeção de que o crescimento do setor na Bahia crave em 7% no levantamento relativo a 2006, comparado a 2005. O Sindicato das Indústrias da Construção (Sinduscom) chegou a fazer uma contraproposta de 6%, mas, segundo o presidente da entidade, Vicente Mattos, a oferta não é mais válida. "Com a greve, as negociações começam do zero novamente", afirma. Segundo o vice-presidente da Sintracon, Raimundo Brito, a paralisação já atinge 95% dos 18 mil operários registrados de Salvador - e o desafio, agora, é integrar os 27 mil trabalhadores da construção civil registrados no interior. "Com a greve deflagrada, o movimento ganha força", acredita. "Podemos passar bastante tempo de braços cruzados." Em 2003, os trabalhadores da construção civil na Bahia chegaram a ficar um mês parados, por causa de uma greve.

Agencia Estado,

27 Fevereiro 2007 | 20h36

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.