Trabalho aproxima geração dos jovens

Para especialista, ?juniorização? do mercado estimula convívio, que hoje é muito mais natural que no passado

O Estadao de S.Paulo

13 Outubro 2007 | 00h00

Para especialistas, uma das razões que explica o perfil mais moderno da atual geração de quarentões é o maior contato deles com jovens entre 20 e 30 anos. "O intercâmbio entre essas gerações é muito maior hoje do que antigamente", diz o psiquiatra Luiz Cuschnir, do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da USP. Para Fábio Mariano Borges, sócio-diretor da Insearch, empresa de consultoria responsável pela pesquisa com o público quarentão, hoje o convívio entre pessoas de idades tão diferentes ocorre naturalmente. Segundo ele, as empresas vivem um período de "juniorização" que facilita o intercâmbio. "É comum as duas gerações dividirem a mesa de reuniões e, no final do dia, a mesa na happy hour num bar." A técnica em comunicação Aparecida Coimbra, de 47 anos, adora sair para bares com as colegas de trabalho - a maioria com menos de 30 anos. "As mães de algumas delas têm a minha idade", brinca. Nem por isso sente qualquer rejeição. "Elas não me tratam como uma ?tia?, mas como uma amiga." O advogado Milton Roberto Druzian, de 45 anos, abriu há dois meses um escritório e tem como sócio um jovem de 24 anos. Ele diz que as diferenças que existem servem para complementar as deficiências de cada um deles. "No que ele esbanja dinamismo e energia, eu jogo experiência e senso de realidade", observa. LIMITES O psiquiatra do HC, porém, adverte que nem todo tipo de convivência é saudável. Em ambientes de baladas ou atividades esportivas que envolvam disputas (como partidas de futebol), a idade conta, sim. "Por mais jovem que um homem de 40 anos seja, ele não tem a mesma capacidade física de um jovem de 20", exemplifica. "Assim como um jovem não costuma freqüentar um restaurante tradicional pode pegar mal uma pessoa mais velha ir à balada da moda."

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