Trabalho de técnicos com caixas-pretas da TAM atrasa nos EUA

Técnicos que estudam as informaçõesdas caixas-pretas do Airbus A320 da TAM que se acidentou em SãoPaulo, na semana passada, precisarão de mais tempo do que oprevisto inicialmente para terminar seu trabalho, disse naquinta-feira o coronel da Aeronáutica Fernando Camargo. Camargo, do Centro de Investigação e Prevenção de AcidentesAeronáuticos (Cenipa), acompanha desde a última sexta-feira otrabalho de técnicos do setor na agência norte-americanaNational Trasportation Safety Board (NTSB), em Washington. Depois de extrair as informações brutas das caixas pretasesta semana, os técnicos passaram a definir os parâmetros quedevem pautar a análise que investiga as causas acidente quedeixou quase 200 mortos em São Paulo na semana passada. O coronel havia dito na terça-feira que esperava terminar otrabalho de definição de parâmetros até o final desta semana,mas ele admitiu na quinta-feira que será preciso mais tempo. Quando indagado sobre um novo prazo para terminar a tarefa,limitou-se a dizer: "Não tem previsão". Existem 580 parâmetros possíveis para investigar as causasdo acidente nas caixas-pretas, uma de dados e outra de voz,explicou Camargo. Os técnicos haviam selecionado entre 40 e 50 parâmetros, oque seria suficiente para preparar um relatório final sobre ascausas do pior acidente da história do país, uma tarefa quedeve ser feita no Brasil e durar aproximadamente 10 meses. Esse relatório é feito a partir da sincronização dasinformações do vôo, extraídas da caixa de dados, com a gravaçãoda voz dos pilotos proveniente da caixa de voz, o que permiteaos técnicos reconstituir o que aconteceu. Segundo especialistas, atrasos na extração de dados edefinição de parâmetros são normais. Dois deputados da CPI queinvestiga a crise aérea, e que visitaram o NTSB esta semana,garantiram que as informações contidas nas caixas-pretasestavam intactas. AG DL

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