Tradição familiar se mistura com história local

Sobrinho de Ciccillo Matarazzo - criador da Bienal, do Museu de Arte Moderna e do Museu de Arte Contemporânea -, Angelo Andrea Matarazzo presidiu a Companhia Energética de São Paulo (Cesp) no governo Mário Covas (PSDB) e foi secretário de Comunicação e embaixador em Roma do governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB). Chamado desde "xerifão do centro" até "exibicionista e marqueteiro", ele entrou no governo municipal de São Paulo pelas mãos do governador José Serra (PSDB) e virou um primeiro-ministro da gestão Gilberto Kassab (DEM). Como secretário de Subprefeituras, uma das pastas de maior visibilidade, Andrea chegou a ser criticado por movimentos sociais ligados a partidos de esquerda (por ter interrompido programas de habitação promovidos na gestão anterior), mas também caiu nas graças das classes média e alta paulistana ao liderar a lacração de bares irregulares e casas de prostituição. Seu sobrenome é parte essencial da história de São Paulo e sinônimo de riqueza. A trajetória da família se iniciou com Francisco Matarazzo (1854-1937), imigrante italiano que veio para o Brasil em 1881 e fundou uma corporação industrial com o auxílio de seus parentes e amigos. No auge da riqueza, a Enciclopédia Britânica catalogou o império dos Matarazzo como um dos cinco principais conglomerados familiares do mundo - as empresas empregavam mais de 30 mil pessoas. A relação entre Andrea e Kassab azedou depois que subprefeitos indicados pelo secretário adotaram discurso alckmista durante as eleições. Na opinião de interlocutores do prefeito, o secretário, vice-presidente do diretório municipal do PSDB, também não demonstrou empenho na campanha do democrata.

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