Traficantes assumem culpa por 4 mortes em Bangu 1

Os traficantes Cláudio José de Souza Fontarigo, o Claudinho da Mineira, e Carlos Braz Victor da Silva, o Fiote, assumiram, em depoimento ao juiz Carlos Eduardo de Carvalho Figueiredo, da 1.ª Vara Criminal de Bangu, a autoria de quatro mortes ocorridas no presídio Bangu 1, em 11 de setembro. Entre elas, a de Ernaldo Pinto de Medeiros, o Uê. Perante o juiz, eles reafirmaram o que já haviam dito ao delegado Leonílson Ribeiro, titular da 34.ª DP (Bangu), em 13 de setembro. Claudinho depôs em 10 de outubro e Fiote, quatro dias depois. Cada morte pode ser punida com até 30 anos de prisão.Dos 25 indiciados pelos quatro homicídios qualificados, o juiz ainda não ouviu sete pessoas: o agente penitenciário Marcus Vinícius Tavares Gavião, o Playboy; e os traficantes Nélson Rodrigues, o Nelsinho da Mineira; Ricardo Chaves, o Ricardo Fu; Levi Batista, o Baby; Marcelo Fonseca, o Marcelo Xará; Márcio José Guimarães, o Tchaca; e Almir Araújo, o Mimi. Eles prestarão depoimento no Fórum de Bangu segunda-feira, dia em que o juiz marcará a data para a audiência de acusação, à qual todos os indiciados devem estar presentes.Na quinta-feira, o juiz esteve no Batalhão de Choque da PM, no centro, para tomar os depoimento dos presos acusados de terem liderado o motim. Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar; Márcio dos Santos Nepomuceno, o Marcinho VP; Marco Antônio Pereira da Silva, o Mighty Thor; Márcio Macedo, o Gigante; e Marcos Marinho dos Santos, o Chapolim, negaram ter participado. Dois deles confirmaram que Claudinho e Fiote seriam os responsáveis pelas mortes. Renato de Paula, o Ratinho, acusado também de ter participado do assassinato do repórter Tim Lopes, está no batalhão, mas já havia sido ouvido em Bangu 1. Ele também se diz inocente.

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