Traficantes do Morro da Mineira atiram contra PMs

Traficantes do Morro da Mineira atiraram às 7 horas desta segunda-feira em direção ao Batalhão de Choque da Polícia Militar, onde estão presos Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, Mário Nepomuceno, o Marcinho VP, Elias Pereira da Silva, o Elias Maluco, e mais quatro criminosos.Duas horas antes, 60 homens do 1º Batalhão da PM haviam iniciado uma operação na favela, para localizar e deter os membros do tráfico que apareceram armados em imagens veiculadas pela TV Globo, neste domingo.Uma equipe de reportagem da emissora, que estava em frente ao quartel, para entrar ao vivo durante a programação, teve de se proteger dos disparos vindos da favela, a cerca de um quilômetro de distância. Momentos antes, a TV Globo voltara a mostrar as imagens dos traficantes armados da Mineira.Durante a operação, apenas Fabrini da Silva Campos, de 22 anos, foi detido, quando tentava fugir dos policiais no morro. A PM suspeita de que ele era o responsável por soltar fogos para avisar os criminosos da chegada dos policiais à favela.Segundo Ronald Coelho, titular da 6ª Delegacia Policial, é a quarta vez que o rapaz é detido para averiguações. Nas outras vezes ele foi liberado no mesmo dia. Uma granada com a inscrição CV (Comando Vermelho) e um revólver calibre 38, com três balas, foram apreendidos, após denúncia ao serviço reservado da PM.Estavam escondidos sob uma escada, envoltos por um saco plástico e enterrados. Nenhum responsável foi detido. Um soldado do Exército identificado como Danilo, que serve no Forte de Copacabana, foi levado à 6ª DP porque mantinha duas réplicas de armas em gesso na casa da namorada, Michelle, que mora no Morro da Mineira.As cópias em tamanho natural de dois fuzis - um 7.62 e um M-16 - estavam em caixas de madeira com tampa de vidro e expostas na sala e em um quarto da casa de Michelle. O soldado disse tê-las comprado há dois anos, por R$ 100, de colegas do quartel.Sua namorada disse que, em outras três ocasiões, durante batidas da PM no morro, oficiais já entraram em sua casa e viram as réplicas, porém nunca havia tido problemas. Na opinião do delegado Ronald Coelho, as armas eram ?para exposição e não para uso? e, por isso, o militar não cometeu nenhum crime. Danilo foi liberado à tarde.O relações-públicas do Comando Militar do Leste, coronel Ivan Cosme, disse que não é permitido transações comerciais em unidades do Exército, mas não soube informar se é proibido ou não ter réplicas de armas em casa. Segundo ele, o soldado será alvo de uma investigação interna.

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