Traficantes e militares trocam tiros em morro do Rio

O Exército voltou a trocar tiros com traficantes na noite desta quarta-feira, dia em que ampliou a área de ocupação no Rio. O confronto aconteceu no Morro da Providência, mas não há registros de feridos. A polícia militar foi para o local apoiar o pessoal do Exército. Durante todo o dia, militares montaram bloqueios nas principais estradas de acesso e saída da cidade - as rodovias Presidente Dutra, Washington Luís e Rio Santos, e a Ponte Rio-Niterói -, em busca dos 10 fuzis e da pistola roubados na sexta-feira de uma unidade do Exército. Carros, caminhões e ônibus foram revistados durante todo o dia, mas nada foi encontrado. Nas favelas uma metralhadora foi apreendida, mas ninguém foi preso.A chamada operação "Cerco total" foi organizada depois que o Exército foi informado de que as armas podem ter sido transportados para fora do Rio e seriam trazidas de volta. Não há previsão para a desmobilização e mais estradas podem ser incluídas. Os soldados pararam veículos suspeitos e mandaram os motoristas abrirem porta-malas e baús para vistoria. Uma lancha da Polícia Federal foi usada para patrulhar a Baía de Guanabara, usada por traficantes para trazer drogas e armas.A ação em favelas continua, mas agora em dez comunidades - antes eram doze. Os militares, concentrados inicialmente na zona norte, chegaram também à zona oeste. Cento e cinqüenta homens se concentraram na Metral, em Vila Kennedy. Lá, foram encontrados radiocomunicadores, dois coletes à prova de balas, duas placas internas dos coletes e explosivos. Helicópteros também foram usados.Os militares distribuíram folhetos pedindo que a população ajudasse nas buscas denunciando os criminosos. No entanto, a exemplo do que houve na Mangueira na terça-feira, muita gente se recusou a receber o papel. "Está louco? Depois o Exército sai daqui e a gente fica ao deus dará", justificou um rapaz. "Não confio em soldado, assim como não confio em polícia", disse um senhor.Tropas do Exército vindas de Juiz de Fora foram deslocadas para Petrópolis, na Região Serrana, para emprego no Rio, em caso de necessidade. Até hoje 1.500 homens participavam da ocupação.

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