Traficantes mandam fechar lojas e escolas pela morte de Uê

Localizado em frente da 21ª Delegacia Policial e ao lado de um grupamento da Guarda Municipal, o Centro Universitário da Cidade - Unidade Santa Mônica, na avenida dos Democráticos, em Bonsucesso, não abriu as portas nesta quinta-feira. Um cartaz na porta da escola anunciava: "Por precaução, não haverá aula." A ordem veio de traficantes de drogas, que mais uma vez determinaram o fechamento de lojas e escolas em vários pontos da cidade, em sinal de luto pela morte do criminoso Ernaldo Pinto de Medeiros, o Uê, assassinado durante a rebelião ocorrida em Bangu 1.Na avenida Uranos, no mesmo bairro, um supermercado, o Mundial, fechou as portas. Em Vicente de Carvalho, também na zona norte, algumas lojas e até bancos não funcionaram. Na escola Olga Benário, também em Bonsucesso, 1.800 estudantes ficaram sem aulas. O clima de terror manteve os alunos em casa. O clima também era tenso no morro do Quitungo, onde traficantes ordenaram que comerciantes fechassem as portas.O vice-presidente da Associação Comercial do Rio, Walter Machado, disse que pretende se reunir com autoridades da área de segurança para propor medidas e cobrar soluções. Ele reclamou do fato de o comércio ter sido obrigado a fechar em nove bairros da cidade em conseqüência da rebelião e afirmou que as autoridades deveriam ter tomado "medidas drásticas". Segundo Machado, o prejuízo desses comerciantes chegou a 70%, em média. De acordo com ele, o comércio do Rio tem sofrido muitas represálias e a situação "está insuportável". Na próxima semana, a associação pretende se reunir com associações de bairros para discutir o problema e apresentar os principais pontos para as autoridades.Leia mais sobre a rebelião e o tráfico no Rio de Janeiro:Beira-Mar, primeiro brasileiro na lista negra dos EUABangu 1 tem 14 anos, 48 celas e muitas personalidadesDe Segurança máxima, prisão só tem o nomeQuem era UêO mapa do tráfico no Rio

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