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Bairro de Vila Velha é um dos mais violentos de Fortaleza Lourival Sant'Anna/Estadão
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Tráfico transforma Fortaleza na capital do homicídio no País

Assassinatos triplicaram entre 2005 e 2013 e cidade ultrapassou Maceió

Lourival Sant'Anna, Enviado Especial / Fortaleza

07 de fevereiro de 2015 | 17h55

Atualizada às 16h29 de 9/2/2015

Um policial militar à paisana, com a pistola no colo enquanto dirige seu carro pelas ruas do bairro de Vila Velha, explica ao Estado: “Aqui, os motoqueiros não podem usar capacete, e os carros têm de andar com os vidros abaixados. Se não, os traficantes atiram”. Disputada por dois bandos, que dividem o seu território, e ocupada também por um terceiro, que montou seu quartel-general numa antiga fábrica de jeans, Vila Velha é uma das muitas áreas que contribuíram para Fortaleza tornar-se a capital mais violenta do Brasil, ultrapassando Maceió, ainda que por ínfima margem.

As razões, como acontece em muitos outros lugares, são a disputa por pontos de venda da droga e acertos de contas por dívidas não pagas. Mas a violência acaba atingindo pessoas inocentes. Em setembro, dois rapazes conversavam na calçada da casa de um deles, às 22 horas, quando um casal de adolescentes chegou numa moto e abriu fogo. Pertencentes ao bando Gafanhotos, segundo a polícia, eles confundiram Roberto Nunes, de 27 anos, com um traficante da gangue rival V3. Estoquista de um supermercado, Nunes morreu com um tiro na cabeça. Seu vizinho, um estagiário que fazia curso de design, de 19 anos, tentou fugir para dentro de casa, mas foi ferido com dois tiros. Policiais disseram que sabem quem são os assassinos, mas as famílias não quiseram testemunhar, por medo de represálias. Os adolescentes estão soltos. Depois desse episódio, as ruas de Vila Velha ficaram mais desertas, e muitos moradores colocaram suas casas à venda.

“Ele era um menino bom, não era envolvido com nada, trabalhava, e mataram ele friamente”, disse uma parente de Nunes, que pediu para não ser identificada. “Estavam procurando outra pessoa que tinha todas as características dele. O tráfico está mandando. Pessoas conhecidas da gente, que a gente não pode confiar.” Ela afirma que não vale a pena denunciar os assassinos: “Para quê? Para perder tempo? Para se comprometer? Porque mata e fica por isso. Muitas pessoas conhecidas já perderam filho, marido, irmão”.

A mulher conta que seu filho entraria agora no 1.º ano do ensino médio, mas, assim como muitas outras mães, não o matriculou no Liceu de Vila Velha, porque no ano passado mataram um rapaz dentro da quadra do colégio, a mando dos traficantes. Ela tem uma prima que mora no mesmo bairro, mas uma não pode visitar a outra, porque estão em lados controlados por diferentes gangues. “Não pode passar nem para lá nem para cá.”

O pastor Alex Nunes, da Igreja Cristã Missão Maanaim, e líder da Comunidade Amigos do Vila Velha, onde atua há 16 anos, levou o Estado para conhecer o bairro, em sua Kombi, junto com dois policiais à paisana, um dos quais nasceu e mora até hoje lá. Antes de sair, o pastor fez uma oração. O bairro, que começou com a desapropriação de um terreno pela prefeitura, e agora tem 70 mil moradores, estende-se até a beira de mananciais, contaminados pelo esgoto e por um lixão. “Na falta de perspectivas, a juventude tem incorrido no mundo das drogas, porque lhe falta a base familiar”, avalia o pastor. Nunes propõe a introdução de aulas sobre os riscos das drogas para crianças de 7 anos – idade na qual, segundo o pastor, elas ingressam no tráfico.

Escalada. Entre 2005 e 2013, o índice de homicídios em Fortaleza triplicou. Em 2013, a capital cearense registrou 82,9 assassinatos por 100 mil habitantes, ultrapassando Maceió, que teve 82,8 por 100 mil. Os números foram corrigidos pelo Estadão Dados, para evitar a subnotificação de mortes violentas ocorrida em alguns Estados. Antes de o Primeiro Comando da Capital (PCC) unificar o crime organizado, o índice de homicídios era bem mais alto em São Paulo. Uma organização desse tipo não chegou – ainda – ao Nordeste. 

O sociólogo César Barreira, do Laboratório de Estudos da Violência da Universidade Federal do Ceará, observa que, juntamente com a chegada do tráfico, houve uma substituição das armas brancas pelas de fogo, mais letais. “De dez casos atendidos nos postos de saúde de 1980 até o início década de 90, nove eram de arma branca e só um de arma fogo”, diz ele. “Hoje é o inverso: de dez casos, nove são arma de fogo e um, branca.” Um policial acrescenta que os traficantes já evoluíram do revólver calibre 38 para as pistolas ponto 40, as mesmas usadas pela polícia.

“Houve ação intensiva dos governos estaduais e federal no Sudeste e no Sul, e os bandidos migraram para o Nordeste”, observa o ex-capitão da PM Wagner de Sousa, eleito vereador e depois deputado com o maior número de votos da história do Ceará, com campanhas centradas na segurança pública. “A infraestrutura policial é muito precária na região.” O Ceará tem 16 mil policiais militares e 2.500 civis. Para o ex-capitão, seriam necessários, no total, 32 mil.

Efetivo. O novo secretário de Segurança Pública do Ceará, o gaúcho Delci Teixeira, delegado da Polícia Federal, que trabalhava como assessor de Disciplina do ministro da Justiça, reconhece que “essas taxas de criminalidade são um tanto quanto atípicas”, e “trazem uma sensação de insegurança na população”. Ele diz que o efetivo será aumentado: até abril, sairão da Academia cerca de 1.200 policiais, e a Polícia Civil acaba de abrir um concurso para 3.176 vagas em todos os níveis. “Acreditamos que com esses servidores poderemos fazer uma melhor distribuição no Estado.”

O delegado José Lopes Filho, responsável pelo 17o. DP, que abrange o Bairro Vila Velha, enviou a seguinte carta ao Estado, em reação à reportagem sobre homicídios em Fortaleza:

"Realmente, temos problemas em relação ao tema e isso é combatido de forma cotidiana e veemente e temos tido várias vitórias contra esses delinquentes que atuam em nossa área, com várias prisões e inúmeras apreensões de drogas e armas de fogo, bem como prisões de matadores, até mesmo em flagrante delito. É um trabalho contínuo e incessante.

Mas devemos esclarecer que a fábrica de jeans citada não pertence à área do 17o. DP, sendo que tal fábrica, invadida e transformada no local chamado de Gueto, fica no Bairro da Barra do Ceará e não do Vila Velha. E a foto exibida na reportagem não é do Bairro de Vila Velha e sim, também, do Bairro da Barra do Ceará, do chamado morro de São Tiago. 

O problema das gangues dos Gafanhotos contra V3, que disputam espaço na área às margens dos manguezais do Rio Ceará, existe, e várias prisões já foram efetuadas e os principais membros dessas gangues estão presos.

Já o caso do rapaz de nome Roberto Nunes, assassinado a bala, na Rua G, ocorreu realmente no bairro Vila Velha e o caso está a cargo da Divisão de Homicídios, com inquérito em aberto. 

No mês de janeiro de 2015, não registramos nenhum homicídio no Bairro Vila Velha, o que representa o efeito dos trabalhos desenvolvidos na área, vitoriosa na diminuição de índices de violência em nossa capital. 

O homicídio mais recente e já no mês de fevereiro ocorreu no último sábado, sendo o caso, portanto, o primeiro de homicídio este ano, no Bairro Vila Velha."

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BRIGA DE FAMÍLIAS CRIA CIDADE MAIS VIOLENTA

Matança entre Veras e Oliveiras, iniciada com desentendimento há 20 anos, deixou mais de cem mortos em Brejo dos Santos e região

Lourival Sant'Anna, BREJO DOS SANTOS (PB)

07 de fevereiro de 2015 | 18h29

“Justiça primeiramente é a de Deus. A segunda é a que você faz com as próprias mãos. Porque polícia não faz nada, não.” A frase é de uma jovem mãe cujo irmão foi morto só porque ela é casada com um integrante da família Veras, envolta em uma sangrenta cadeia de vinganças que já dura 20 anos. Ela sintetiza a mentalidade e a dinâmica da briga entre os Veras e os Oliveiras, na pacata cidade de Brejo dos Santos, de 6 mil habitantes, perto da divisa da Paraíba com o Rio Grande do Norte. Iniciada com um mal-entendido em um bar do mercado, a briga já matou mais de cem pessoas, e tornou Brejo dos Santos a cidade mais violenta do Brasil.

A pequena cidade não tem problemas de roubos nem de drogas – que usualmente levam a mortes violentas. Mas, em 2013, registrou 13 homicídios, o que representa 217 por 100 mil habitantes – mais do dobro do país mais violento do mundo, Honduras. Levantamento do Estadão Dados mostra que esse foi o índice mais alto do Brasil, segundo os registros do Sistema Único de Saúde em 2013 – a estatística mais atual, recém divulgada. 

A briga começou em 1995, no Bar do Alvino, no mercado da praça central. O delegado da cidade, Grimalcy Mesquita, um cabo da Polícia Militar, veio ordenar que Pedro Veras de Sousa e dois sobrinhos dele parassem de beber e fossem embora, alegando que tinha sido informado de que eles estavam armados. Os três pediram a conta e se preparavam para sair quando chegou o pai de Grimalcy, Silvino. Ex-soldado da PM, patriarca da família Oliveira, Silvino andava com um chicote pela cidade, e foi mais rude do que seu filho. Os Veras dizem que ele chegou atirando. Pedro reagiu, matou Silvino e baleou o delegado. Um sobrinho dele também ficou ferido. 

A partir daí, começou o derramamento de sangue. Até mesmo Alvino Oliveira, o dono do bar, foi morto por membros de seu clã, como punição por ter acolhido os Veras. Em 2003, uma desavença levou a própria família Oliveira a se dividir em duas facções – uma delas com negócios na Rua 25 de Março, em São Paulo, e a outra de volta à Paraíba –, multiplicando as mortes.

A guerra se espraiou também por Catolé do Rocha, cidade de 29 mil habitantes a 10 km de Brejo dos Santos, onde vivem membros de ambas as famílias. No ano passado, a cidade teve 20 homicídios, o que resulta em 69 por 100 mil habitantes, índice bastante elevado. E faz também vítimas inocentes. Em setembro, um rival veio matar o vendedor Alexandre de Mesquita (da facção local dos Oliveiras), na porta de um mercadinho, a poucos metros de onde seu pai foi morto em 2011. Alexandre, de 34 anos, conseguiu fugir, mas o dono do mercado, José Vieira, com quem conversava, e que não tinha nada a ver com a briga, foi morto com um tiro nas costas. 

Um tio de Alexandre, Marcelo Mesquita, morreu queimado assim que ingressou no presídio de Patos (PB). Seu irmão, Kelson, foi assassinado junto com a mulher, enquanto dormiam num sítio, um mês depois de sair da cadeia. A irmã de seu pai, a aposentada Luiza Batista de Mesquita, de 63 anos, é a única de sua geração que não foi morta ou presa. Ela perdeu 11 parentes, incluindo dois tios, quatro irmãos e um sobrinho. Duas irmãs e uma sobrinha estão presas, acusadas de envolvimento em assassinatos. “Quero justiça”, pede Luiza. 

Escrivã morta. Do outro lado, Juvenal Veras, de 78 anos, irmão de Pedro, dono de sítio e de posto de gasolina, teve 14 parentes próximos mortos. Ele é conhecido na cidade por ter resistido às pressões de seus familiares por vinganças contra os Oliveiras. “Nunca discuti com nenhum deles. O Grimalcy era muito meu amigo”, conta Juvenal, único sobrevivente de sua geração. Até mesmo uma escrivã da polícia, Fátima Veras da Silva, foi morta em dezembro de 2013, em Catolé do Rocha.

Em 2011, as polícias militar e civil da Paraíba realizaram uma operação chamada Laços de Sangue. Com base em escutas telefônicas, 15 pessoas foram presas por suspeita de envolvimento em homicídios – incluindo João Gomes da Silva, conhecido como João da Guarda, porque tem uma equipe de quatro vigilantes particulares na cidade, para clientes comerciais e residenciais. Acusado de matar Erivan Batista Mesquita, irmão de Luiza, João ficou 3 anos preso, e foi absolvido pelo júri por 4 votos a 3. “Eu trabalhava à noite, e estava dormindo quando o Erivan foi morto. Foi minha mulher quem veio me contar”, afirma ele.

No ano passado, os homicídios caíram de 13 para 5. No seu auge, em 2013, a Polícia Militar chegou a aumentar o efetivo em Brejo dos Santos de dois para dez policiais, apoiados por duas viaturas, lembra o tenente Edmundo Tavares, coordenador de Policiamento Urbano em Catolé do Rocha. A situação se acalmou e o efetivo voltou para dois policiais. Ainda não houve nenhum homicídio este ano em Brejo dos Santos. Já em Catolé houve três – o terceiro, no dia 24, de um agente de saúde envolvido em uma briga entre outras duas famílias de Brejo dos Santos, segundo um investigador da Polícia Civil. 

A polícia se queixa da dificuldade inerente de apurar esse tipo de crime. Parentes das vítimas evitam denunciar os autores, não só por medo, mas também para não recaírem sobre eles as suspeitas de uma vingança que já estejam tramando. “Mesmo com o reforço, a gente não conseguia impedir, porque os crimes aconteciam em locais às vezes inesperados – um sítio, uma roça –, e quando a gente saía em diligência para fazer o levantamento de uma denúncia, eles aproveitavam aquele espaço deixado aberto”, conta o tenente. “A população em geral não estava ajudando a PM, até porque eles queriam que a polícia saísse do cenário para continuar esse ciclo de vingança.”

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Nordeste é a região mais perigosa do Brasil pelo 3º ano

Taxa de homicídios manteve-se na casa dos 40 por 100 mil habitantes em 2013, um pouco à frente do Centro-Oeste e do Norte

José Roberto de Toledo, Diego Rabatone, Estadão Dados

07 de fevereiro de 2015 | 18h14

Pelo terceiro ano seguido, o Nordeste é a região mais perigosa do Brasil. A taxa nordestina de homicídios manteve-se na casa dos 40 por 100 mil habitantes em 2013, um pouco à frente das do Centro-Oeste (37/100 mil) e do Norte (36/100 mil). A novidade é que a epidemia de violência que assola a região desde meados da década passada se espraiou, em especial no Ceará, que se tornou o segundo Estado brasileiro mais perigoso para seus habitantes.

Dos 9 Estados nordestinos, a taxa de homicídios cresceu significativamente em 5. Além do Ceará, onde o coeficiente de assassinatos aumentou 14% entre 2012 e 2013, também cresceram as taxas do Rio Grande do Norte (19%), Maranhão (19%), Piauí (18%) e Sergipe (6%). Na Paraíba e em Alagoas, o risco de um morador morrer assassinado ficou estável, mas em patamares muito altos. Em Pernambuco e na Bahia, as taxas caíram ligeiramente.

Os coeficientes de homicídio foram calculados pelo Estadão Dados com base nas estatísticas preliminares do Sistema de Informação de Mortalidade (SIM) do Ministério da Saúde, publicadas no site do Datasus. Os dados ainda podem sofrer alterações, mas é improvável que isso venha a mudar essencialmente as análises.

A taxa de assassinato estimada pelo Estadão Dados é diferente das taxas tradicionalmente calculadas. Ela soma às mortes por agressão – como os homicídios são tratados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) – parte das mortes violentas classificadas na rubrica “eventos cuja intenção é indeterminada”. Isso porque aí se ocultam homicídios, dependendo da região do Brasil.

Alagoas segue isolado como Estado mais violento do País, com o registro de 65 assassinatos para cada grupo de 100 mil habitantes em 2013. A taxa alagoana havia sido de 64/100 mil em 2012. Se fosse um país, seria o segundo mais violento do mundo, atrás apenas de Honduras (90/100 mil), e à frente da Venezuela (54) – segundo dados de 2012 publicados pelo Banco Mundial.

O Ceará subiu duas posições no ranking de 2013, pulando do quarto para o segundo lugar. Foram cerca de 600 homicídios a mais do que em 2012, fazendo a taxa cearense saltar de 45/100 mil para 51/100 mil em apenas um ano. A tendência de crescimento vem desde o começo do século. Em 2003, primeiro ano do governo Lula, a taxa de homicídios no Ceará era de 20/100 mil, e o Estado ocupava apenas a 19.ª colocação. Cresceu 150% desde então.

Não foi só lá. O crescimento das taxas de homicídio foi igualmente alto no mesmo período em outros Estados nordestinos: 140% no Rio Grande do Norte, 135% no Maranhão e na Paraíba – para citar os casos mais extremos. Mas as taxas também aumentaram nesses 10 anos em Alagoas, Sergipe, Bahia e Piauí. A única exceção foi Pernambuco, onde a taxa caiu um terço. Como resultado, os pernambucanos saíram do 1.º lugar no ranking da violência, em 2003, para 13.º em 2013. 

Renda maior. O aumento e o espalhamento da violência interpessoal no Nordeste coincidem com o período de maior crescimento econômico da região em décadas. Por isso, as hipóteses que têm sido levantadas para explicar o fenômeno apontam o incremento do poder de compra dos nordestinos como chamariz para expansão do tráfico de drogas na região. A disputa pelo novo mercado seria causa de novas mortes. Faltam estudos conclusivos para comprovar essa hipótese.

Além do Nordeste, chamam a atenção o crescimento dos homicídios em Roraima e em Goiás. A taxa goiana foi de 45/100 mil habitantes em 2013, levando o Estado ao 3.º lugar no ranking da violência no Brasil. Por mais que a polícia goiana destaque o assassino em série que prendeu no ano passado, ele sozinho não explica os cerca de 2,9 mil assassinatos anuais em Goiás.

Em São Paulo, a taxa de homicídio caiu 14% em 2013, levando o Estado da 25.ª para a 26.ª posição, com um coeficiente de 15/100 mil habitantes, maior apenas que o de Santa Catarina. A taxa é baixa para os padrões brasileiros, mas ainda é cinco vezes maior do que a do Chile. 

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