Yuri Weber - Agência O Dia/AE
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Tragédia da Kiss: grupo acampa na Câmara de Santa Maria

Grupo de 150 pessoas quer o afastamento de integrantes de CPI que investiga responsabilidades públicas pelo incêndio na boate em janeiro

Elder Ogliari, O Estado de S. Paulo

26 de junho de 2013 | 15h14

PORTO ALEGRE - Cerca de 150 pessoas estão acampadas dentro do prédio da Câmara de Vereadores de Santa Maria (RS) desde a noite de terça-feira, 25, para pressionar a casa legislativa a afastar integrantes da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga responsabilidades públicas pela tragédia da Boate Kiss, no dia 27 de janeiro, que matou 242 pessoas.

O grupo também quer a exoneração do procurador jurídico do Legislativo, Robson Zinn, porque ele é do mesmo partido do prefeito Cezar Schirmer, o PMDB. Diante da ocupação, a reunião desta quarta-feira, 26, da CPI, que previa depoimentos de Schirmer e da procuradora jurídica do município, Anny Desconzi, foi cancelada.

A mobilização começou pela descoberta de uma gravação na qual a presidente da comissão, Maria de Lourdes Castro (PMDB), o vice Tavores Fernandes (DEM) e um assessor criticam a relatora Sandra Rebelato (PP) e um deles dá a entender que a CPI não deveria dar em nada.

Outras investigações. No começo de junho, o juiz Ulysses Louzada, da 1ª Vara Criminal de Santa Maria, determinou a divisão do processo que apura as responsabilidades pelo incêndio na Kiss. Os sócios da casa noturna Elissandro Callegaro Spohr e Mauro Londero Hoffmann e os músicos Marcelo de Jesus dos Santos e Luciano Augusto Bonilha Leão, da banda Gurizada Fandangueira, responderão por homicídio tentado e consumado.

Em 29 de maio, os dois empresários e os dois músicos, que estavam presos desde 28 de janeiro, foram soltos. A decisão da Justiça foi criticada pelos familiares das vítimas do incêndio.

No dia 12 de junho, oito bombeiros foram indiciados pelo Inquérito Policial Militar que apurou responsabilidades da corporação na tragédia da boate.

Relembre. A casa noturna de Santa Maria, no RS, teria sido tomada pelo fogo após a faísca de um show pirotécnico queimar a espuma de revestimento acústico do local. A fumaça tóxica liberada pelo incêndio matou 234 pessoas no mesmo dia, mas o número de mortos subiu para 242 em datas posteriores.

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