Trajetória de petista também será contada em quadrinhos

Em 48 páginas, o gibi conta a história de 'Luiz Inácio Brasileiro da Silva', desde a infância até os dias atuais

Daiene Cardoso, O Estado de S.Paulo

13 Novembro 2010 | 00h00

Após ter sua história contada em livro e nas telas do cinema, virar personagem do South Park e da "Ilha Presidencial" (do site de humor venezuelano El Chiguire Bipolar), e ganhar fama internacional por ser chamado de "o cara" pelo dirigente norte-americano Barack Obama, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva é o tema do primeiro gibi da coleção História do Brasil em Quadrinhos, da Editora Sarandi.

A coleção, que chegou às bancas e livrarias de todo País nesta semana, começa com a Série Brasileiros, que aborda a história de personalidades que marcaram a história do Brasil.

A menos de dois meses do final de seus oito anos de mandato, o presidente Lula aproveita a publicação para se despedir do poder em uma carta publicada no fim do volume, onde diz que deixa o governo com a "sensação do dever cumprido".

Inicialmente foram produzidos 37 mil exemplares do livro Luiz Inácio Brasileiro da Silva, que chega às bancas ao preço de R$ 4,95. As 48 páginas retratam a trajetória de vida de Lula desde sua infância no sertão pernambucano até os dias atuais na Presidência da República, seguindo praticamente a abordagem do filme Lula, o filho do Brasil.

O texto é de Toni Rodrigues, autor dos livros infantis Um monstro no meu quarto e Tem bicho que gosta e as ilustrações são do argentino Rodolfo Zalla, editor de quadrinhos na década de 80 das revistas Calafrio e Mestres do Terror.

Diferentemente do filme, o gibi começa com o elogio do presidente norte-americano Barack Obama ao colega brasileiro durante reunião do G20, em abril de 2009. Temas que não foram mencionados no filme de Fábio Barreto, como o nascimento de sua filha Lurian e os fatos mais relevantes da história da política brasileira, do fim da década de 70 ao período da redemocratização, aparecem no gibi, incluindo a posse de José Sarney após a morte de Tancredo Neves, a eleição de Fernando Collor de Melo (sem menção ao impeachment) e as duas derrotas para o tucano Fernando Henrique Cardoso. Os próximos volumes serão sobre Getúlio Vargas, Juscelino Kubitschek e Giuseppe Garibaldi.

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