Transferência de presos, rebelião e mortes em presídios do ES

Transferência de presos, rebelião e mortes em presídios do Espírito Santo na manhã de ontem. Três acusados de ordenar de dentro das penitenciárias os ataques a dez ônibus na Grande Vitória na semana passada foram levados para presídios de outros Estados sob escolta da Polícia Federal (PF). As vagas foram disponibilizadas pelo Ministério da Justiça, por meio do Secretaria Nacional de Segurança Pública - o destino não foi revelado.Houve um início de rebelião, controlada por volta das 11 horas, na penitenciária feminina de Tucum, em Cariacica, com queima de colchões. No presídio de Cachoeiro de Itapemirim, no sul capixaba, quatro presos foram mortos. De acordo com o secretário da Segurança Pública do Estado, delegado federal Rodney Rocha Miranda, houve um acerto de contas entre facções criminosas rivais.CriseA crise no sistema penitenciário seria uma reação às medidas, adotadas após os atentados na capital, de suspensão de visitas e da entrega de encomendas nos presídios. Na sexta-feira, 50 presos fugiram da Casa de Custódia, em Vila Velha - nove tinham sido recapturados até o meio-dia de ontem. O Exército permanecerá nas ruas da Grande Vitória até a chegada dos 150 homens da recém criada Força Nacional de Segurança Pública, prevista para segunda ou terça-feira.O Ministério da Justiça não pretende divulgar a data exata do início da operações, alegando sigilo operacional. "O elemento surpresa é fundamental para a desarticulação das quadrilhas de crime organizado no Estado", informou a assessoria do Ministério. O planejamento da primeira ação da nova tropa, criada neste ano pelo governo federal, está sendo feito em conjunto por uma equipe técnica do Ministério da Justiça e pela Secretaria de Segurança Pública do Espírito Santo. Segundo a assessoria do Ministério, a eventual ação da FNSP nos distúrbios em penitenciárias depende de um pedido específico do governador Paulo Hartung, já que, por lei, o sistema prisional é responsabilidade do Estado.A FNSP tem como atribuição principal atuar como unidade especial no controle de distúrbios públicos em momentos de crise ou quando há necessidade de reforço urgente na área de segurança pública estadual.. Ela conta hoje com 1.235 homens considerados de elite, recrutados entre as polícias militares dos Estados, bombeiros e policiais rodoviários federais. Todos eles receberam treinamento específico na Academia da Polícia Federal, em Brasília, para agir em situações emergenciais e conter distúrbios públicos de grande dimensão, sempre tomando cuidado máximo para evitar mortes entre a população.

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