Transferência suspende greve de fome na cadeia de Bauru

Terminou nesta manhã a greve de fome que a maioria dos 182 detentos da cadeia pública de Bauru iniciaram ontem, depois de uma tentativa de fuga frustrada no domingo. Eles protestaram contra a superlotação do prédio que possui apenas 72 vagas, foi construído nos anos 50 e recentemente foi declarado insalubre, após inspeção da vigilância sanitária. A volta à normalidade foi decidida depois que o deputado Renato Simões (PT), presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa do Estado visitou o local e, por telefone, acertou com o secretário da Administração Penitenciária do Estado, Nagashi Furokawa, a transferência imediata de 14 presos que estavam na cadeia mas já haviam recebido condenação. No mesmo contato também foi acertado que as penitenciárias da região receberão 20 presos, também já condenados, da cadeia de Reginópolis, a 60 quilômetros de Bauru, dando lugar para a transferência de 18 que estão em Bauru, isolados na cela do "seguro". Simões visitou a cadeia de Bauru a convite da comissão de direitos humanos da Câmara Municipal que, desde o ano passado, denuncia a superlotação da cadeia, e da subseção local da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil).

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