'Transição republicana foi isso que eu fiz', diz Zuanazzi

Governo deve nomear a economista Solange Paiva Vieira para a vaga aberta na Anac por Zuanazzi

31 Outubro 2007 | 13h19

Ao finalizar a entrevista coletiva que concedeu nesta quarta-feira, 31, para anunciar a decisão de pedir exoneração do cargo de presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Milton Zuanazzi afirmou que fez transição republicana do cargo. Ele deve ser substituído na direção da agência pela economista Solange Paiva Vieira, chefe da Secretaria de Aviação Civil.   Zuanazzi anuncia demissão e critica Jobim Especial sobre um ano de crise aérea Todas as notícias sobre a crise aérea    O governo nomeou nesta quarta dois novos diretores da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac): Marcelo Pacheco dos Guaranys, em complementação ao mandato de Leur Lomanto, que renunciou ao cargo, e Alexandre Gomes de Barros, no lugar de Denise Abreu, que também pediu demissão. As nomeações foram publicadas no Diário Oficial da União e fazem parte da política de renovação do órgão, defendida pelo ministro da Defesa, Nelson Jobim.   Além de Guaranys e Barros, integra a nova diretoria o brigadeiro Allemander Pereira Filho, que tomou posse na última segunda-feira. O engenheiro aeronáutico Cláudio Jorge Pinto Alves também foi indicado para compor a diretoria, mas depende ainda de aprovação do Senado. A Secretária de Aviação Civil, Solange Paiva Vieira, deve ser a última a ser indicada.     Crise dentro da crise   Zuanazzi afirma que a força que o moveu no cargo foi a responsabilidade com relação à autoridade da aviação civil brasileira. Para ele, pode até ter havido uma "crise dentro da crise", com o conflito com Jobim, mas que ele não foi o responsável. "Porque o ministro não mandou um substituto para mim antes", afirma.   Para Zuanazzi, alguns problemas registrados na aviação civil brasileira não têm como ser solucionados. "Não vai parar de chover em São Paulo, nem a neblina", afirma. "Não acho bons os indicadores que apresentei a vocês, principalmente na parte de cancelamentos. Mas é algo a se melhorar. Não é que não tenhamos responsabilidade pela crise. O apagão, por exemplo, não é responsabilidade da Anac", afirma ele, ao ser questionado sobre se a Anac estaria "falida".   (Colabora Rita de Cássia, da Agência Estado)

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