Transporte de órgãos precisa obedecer a regras da Anvisa

Depois do caso do médico que tentou embarcar no Aeroporto de Congonhas, na zona sul da capital paulista, com um isopor levando órgãos humanos, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) esclarece que para transportar este tipo de material é preciso seguir algumas normas. Além disso, para utilizar órgãos em projetos de pesquisa ou estudo é preciso uma autorização da família do doador. É o que afirma o coordenador da Central de Transplantes do Estado de São Paulo, Luiz Augusto Pereira. De acordo com o especialista, este procedimento é necessário, inclusive, para identificar qual é a procedência do órgão que será utilizado. Além da autorização familiar, a Anvisa e o Ministério da Saúde preconizam alguns procedimentos essenciais para o transporte de órgãos de seres humanos. No site da agência, que não se pronunciou na quinta-feira, 19, está disponível a resolução 147 que estabelece uma série de artigos sobre o transporte de restos mortais em portos, aeroportos e fronteiras. Entre os critérios está a obrigatoriedade de documentação específica e declaração de responsabilidade sobre o translado. O coordenador da central estadual alerta que o caso registrado em Congonhas não pode ser confundido com os procedimentos rigorosos utilizados nos transplantes. ?A população pode ficar assustada e com receio em doar.? Pereira reforça que, para fazer a doação, a família sempre é consultada, os médicos que fazem este tipo de cirurgia são cadastrados, o transporte do órgão é regulamentado e registrado na Central Nacional de Transplante. ?Sempre é bom lembrar que muitas pessoas só sobrevivem por causa da doação.?

Agencia Estado,

20 Abril 2007 | 10h37

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