Transportes dará prioridade a BR-101 e Fernão Dias

O ministro dos Transportes, Anderson Adauto Pereira (PL), disse nesta quarta-feira que a Fernão Dias e a BR-101, a Rodovia do Mercosul, são as duas estradas prioritárias da pasta neste momento. Apenas parte dessa segunda estrada integra o pacote de licitações suspensas pelo Ministério dos Transportes. Inicialmente, o governo divulgou que seriam interrompidos 60 processos para execução de obras e serviços. Nesta quarta-feira, porém, o número já chegava a 95.O Diário Oficial da União publicou nesta quarta a suspensão de licitação de mais 66 obras que, somadas às 29 interrompidas nesta terça-feira, totalizam 95. Ainda há outras listas a serem publicadas - incluindo a que suspenderá a construção das avenidas perimetrais do Porto de Santos, orçadas em R$ 323 milhões."Todo o processo licitatório estará suspenso para avaliações e as medidas continuarão saindo", avisou o ministro, ressalvando, no entanto, que as suspensões serão "temporárias", até que cada processo seja analisado. "As obras que estiverem dentro da nossa prioridade, que é recuperação da malha rodoviária, terão prosseguimento."No caso da BR-101, Adauto já admitiu rever a suspensão da licitação para duplicação. Os governadores de Santa Catarina e Rio Grande do Sul devem encontrar-se com o ministro no dia 20 para discutir a situação e tentar evitar a paralisação.Nesta quarta-feira, em reunião com o ministro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva prometeu empenho para resolver o problema dessa rodovia. "Comuniquei ao presidente o contato que vou fazer com os governadores do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina e ele disse que reconhece a importância da BR-101 e vai fazer tudo o que estiver ao seu alcance para que ela seja concluída o mais rápido possível. A BR-101 é uma prioridade", disse o ministro.As obras da Fernão Dias - também conhecida como "rodovia da morte", pelo elevado índice de acidentes - não foram suspensas, mas estão caminhando em ritmo lento. A idéia do ministério é apressar a conclusão dos trabalhos. As obras estão divididas em dois trechos. O primeiro, de Belo Horizonte à divisa de Minas Gerais com São Paulo, previa a duplicação dos 473 quilômetros da estrada e 425 deles estão concluídos. No segundo trecho, da divisa entre os Estados à capital paulista, falta restaurar 44 quilômetros dos 90 existentes.Além dessas duas rodovias, o ministro afirmou que é prioridade do ministério o recapeamento de outras estradas que integram o eixo rodoviário importante para a economia do País. "Quero recuperar os 50 mil quilômetros de estradas do País, mas, se não for possível, vou recuperar o máximo que puder."Segundo ele, todas as obras terão prosseguimento em caráter prioritário, assim que for feita a avaliação das licitações.Na mesma reunião, Lula pediu ao ministro que se reúna com entidades e associações empresariais ligadas à área para ouvir sugestões sobre como recuperar e ampliar a malha rodoviária do País com o menor custo possível. O presidente também quer que se esclareça para esses grupos o que o governo pretende com o acordo feito com as Forças Armadas para atuação na área dos transportes.Adauto assegurou que as Forças Armadas não vão substituir as empresas privadas na construção e recuperação de estradas porque os 11 Batalhões de Engenharia e Construção do País não têm capacidade para isso. De acordo com o ministro, os militares fariam algumas obras e fiscalizariam tudo o que fosse executado. Hoje, segundo Adauto, toda a fiscalização de obras é terceirizada.O porta-voz do Planalto, André Singer, disse que o presidente orientou o ministro a continuar conversando e estudando a participação do Exército em parte do trabalho de recuperação das estradas. Singer informou que os recursos para o reequipamento dos batalhões sairão do Orçamento da União. Os valores ainda não estão definidos.Veja o índice de notícias sobre o Governo Lula-Os primeiros 100 dias e os ministérios

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