Trauma levou mãe de vítima a prestar auxílio a famílias

Não é fácil para a auxiliar administrativa Rose Mari Carriel de Lima, de 50 anos, relembrar o que aconteceu no dia 22 de dezembro de 2008. O seu filho mais velho, Robson Eduardo Carriel de Lima, de 21 anos, saiu com amigos e nunca mais voltou para casa. "Posso dizer que, se ele estivesse com cinto no carro, estaria comigo hoje."

O Estado de S.Paulo

28 de junho de 2015 | 02h04

O jovem havia pegado uma carona com colegas para dar uma volta, quando o condutor do carro perdeu o controle, saiu da pista e acabou despencando de uma altura de 17 metros. Nenhum dos cinco ocupantes estava com o cinto, mas só o filho de Rose morreu. "Entendo que o motorista, quando entra no carro, é o responsável para pedir o uso do cinto por todos. É importante que só saia depois que isso for checado. Hoje em dia, os jovens não se preocupam com isso, mas deveriam", disse.

O trauma terminou levando Rose a se engajar no auxílio a parentes de vítimas de outros acidentes de trânsito e ela atualmente trabalha no Instituto Paz no Trânsito (IPTran), em Curitiba. A organização foi criada em 2010 para prestar assistência psicológica a esses familiares e a outras vítimas de casos não fatais. A coordenadora técnica do IPTran, Dayse Tonial, destaca a importância de trabalhos de conscientização. "Não precisamos ter mais vítimas. Precisamos que aconteça uma mudança pela sensibilização do público sobre o assunto." / M.A.C.

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