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Trecho da Ferroban permanece interditado para perícia

Continua interditado o trecho da malha ferroviária paulista concedida à Ferrovias Bandeirantes S.A (Ferroban) na Serra do Mar, entre as Estações Paratinga e e Perequê, em São Vicente. Segundo a empresa, os bombeiros ainda procuram o agente de transportes Luciano Cardoso, de 26 anos, que está desaparecido desde o descarrilamento, ontem, de duas locomotivas e 51 vagões da Ferronorte.Enquanto Cardoso não for encontrado, o local não pode ser liberado pela perícia. A estimativa da Ferroban é que o acesso poderá ficar interditado por dois dias.Enquanto durar a interdição, a Ferronorte e a Ferroban vão transferir os produtos transportados dos trens para caminhões desde a Serra do Mar até o Porto de Santos. As empresas ainda não calcularam os prejuízos. O acidente de ontem, ocorrido às 4h20, a cerca de 40 km do Porto de Santos, matou o maquinista da Ferronorte Ourismar Gonçalves, de 49 anos.O trem vinha de Alto Taquari (MT) com 4 mil toneladas de soja da Cargill. A carga foi totalmente perdida, mas estava segurada. A causa do problema ainda não é conhecida. A perícia vai analisar a "caixa-preta" da locomotiva Dash 9 destruída no acidente. Segundo a Ferroban, o maquinista acionou os freios, mas alguma falha nos trens impediu que ele controlasse o comboio. Com isso, 51 dos 55 vagões saíram dos trilhos.A Ferronorte, que tem cerca de 400 km de trilhos unindo o Mato Grosso até a fronteira do Mato Grosso do Sul com São Paulo, tem acordo de passagem para utilizar 900 km de trilhos da Ferroban no transporte até o porto. As duas empresas são controladas pela mesma holding, a Brasil Ferrovias, que também reúne a Ferrovia Novoeste e a Portofer, administradora da malha interna do Porto de Santos.

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