Trecho leste será ligado a Ferroanel

Carros e trens poderão trafegar paralelamente em entroncamento

Eduardo Reina, O Estadao de S.Paulo

08 de maio de 2009 | 00h00

O estudo ambiental do trecho leste do Rodoanel já prevê o traçado do trecho sul do Ferroanel. Serão 6,8 quilômetros em que trem e outros veículos poderão andar paralelamente, entre a Avenida Papa João XXIII, em Mauá, e o cruzamento com a Rua Capitão José Gallo, em Ribeirão Pires. O objetivo do Ferroanel é retirar os trens de carga da malha da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos. A obra vai otimizar a transposição ferroviária da Grande São Paulo para fluxos de transporte de cargas de Minas e Rio para o Sul do País e vice-versa, além de melhorar a acessibilidade à Baixada e ao Porto de Santos. "A prioridade estabelecida pelo governo estadual para a instalação do tramo sul do Ferroanel, previsto no Plano Diretor de Desenvolvimento dos Transportes, trouxe a necessidade de se avaliar a possibilidade e a conveniência de uma compatibilização entre os traçados dos dois empreendimentos", diz o estudo do consórcio JGP e Prime Engenharia à Dersa. O relatório explica que para haver o compartilhamento é preciso ampliar a largura da faixa de 130 para 160 metros. Os 43,5 quilômetros do trecho leste do Rodoanel cortarão Mauá, Ribeirão Pires, Poá, Itaquaquecetuba, Ferraz de Vasconcelos e Arujá. O novo ramal, cujas obras estão orçadas em R$ 2,8 bilhões, deverá ser construído a partir do fim do ano e entregue em 30 meses. Ligará o trecho sul às Rodovias Ayrton Senna e Presidente Dutra.Estão previstas inicialmente 1.071 desapropriações de unidades edificadas para construção do trecho leste do Rodoanel, além de 91 hectares de áreas de uso agrícola. Do total de unidades edificadas que darão lugar às pistas, 774 estão em área urbana. São moradias e pequenos comércios e serviços. Há ainda 229 imóveis construídos em áreas próximas das zonas urbanas ou rurais e outras 48 propriedades em uso por atividades econômicas comércio e industrial. No total, serão desapropriados 743 hectares. O programa prevê a realização de 99 medidas preventivas, mitigadoras e compensatórias aos impactos que as obras e a operação do trecho leste provocarão ao ambiente.

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