Trechos

"Venho hoje, aqui, falar do meu amor pelo Brasil, falar da minha vida, da minha experiência, da minha fé, das minhas esperanças no Brasil. E mostrar minha disposição de assumir esta caminhada."

, O Estado de S.Paulo

11 de abril de 2010 | 00h00

"Somos um Estado de Direito Democrático. Fizemos uma nova Constituição, escrita por representantes do povo. Com o Plano Real, o Brasil transformou sua economia a favor do povo, controlou a inflação, melhorou a renda e a vida dos mais pobres, inaugurou uma nova Era no Brasil. Também conquistamos a responsabilidade fiscal dos governos. Criamos uma agricultura mais forte, uma indústria eficiente e um sistema financeiro sólido. Fizemos o Sistema Único de Saúde, conseguimos colocar as crianças na escola, diminuímos a miséria, ampliamos o consumo e o crédito, principalmente para os brasileiros mais pobres. Tudo isso em 25 anos. Não foram conquistas de um só homem ou de um só governo, muito menos de um único partido."

"Um governo deve sempre procurar unir a nação. De mim, ninguém deve esperar que estimule disputas de pobres contra ricos, ou de ricos contra pobres."

"Jamais rotularemos os adversários como inimigos da pátria ou do povo. Em meio século de militância política nunca fiz isso. Quero todos juntos, cada um com sua identidade, em nome do bem comum."

"Lembro-me do meu pai, um modesto comerciante de frutas no mercado municipal: doze horas de jornada de trabalho nos dias úteis, dez horas no sábado, cinco horas aos domingos. Só não trabalhava no dia 1 de janeiro. Férias? Um luxo, pois deixava de ganhar o dinheiro da nossa subsistência. Um homem austero, severo, digno. Seu exemplo me marcou na vida e na compreensão do que significa o amor familiar de um trabalhador: ele carregava caixas de frutas para que um dia eu pudesse carregar caixas de livros."

"Tenho visto gente criticar o Estado mínimo, o Estado omisso. Concordo. Por isso mesmo, se tem área em que o Estado não tem o direito de ser mínimo, de se omitir, é a segurança pública."

"Eu quero que meus netos cresçam num país em que as leis sejam aplicadas para todos. Se o trabalhador precisa cumprir a lei, o prefeito, o governador e o presidente da República também têm essa obrigação. Em nosso País, nenhum brasileiro vai estar acima da lei, por mais poderoso que seja."

"Temos inflação baixa, mais crédito e reservas elevadas, o que é bom, mas, para que o crescimento seja sustentado nos próximos anos, não podemos ter uma combinação perversa de falta de infraestrutura, inadequações da política macroeconômica, aumento da rigidez fiscal e vertiginoso crescimento do déficit do balanço de pagamentos."

"Sou sobrevivente do Estádio Nacional de Santiago, onde muitos morreram. Por algum motivo, Deus permitiu que eu saísse de lá com vida. Para mim, direitos humanos não são negociáveis. Não cultivemos ilusões: democracias não têm gente encarcerada ou condenada à forca por pensar diferente de quem está no governo. Democracias não têm operários morrendo por greve de fome quando discordam do regime."

"Às provocações, vamos responder com serenidade; às falanges do ódio que insistem em dividir a nação vamos responder com nosso trabalho presente e nossa crença no futuro. Vamos responder sempre dizendo a verdade. Aliás, quanto mais mentiras os adversários disserem sobre nós, mais verdades diremos sobre eles."

"O Brasil não tem dono. O Brasil pertence aos brasileiros que trabalham, aos brasileiros que estudam, aos brasileiros que querem subir na vida, aos brasileiros que acreditam no esforço, aos brasileiros que não se deixam corromper, aos brasileiros que não toleram os malfeitos, aos brasileiros que não dispõem de uma "boquinha", aos brasileiros que exigem ética na vida pública porque são decentes, aos brasileiros que não contam com um partido ou com alguma maracutaia para subir na vida."

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.