Trégua na chuva permite reforma de barragem no Piauí

Perspectiva é de que as famílias ribeirinhas possam voltar para suas casas a partir da quinta-feira

Solange Spigliatti, da Central de Notícias,

18 de maio de 2009 | 08h31

A chuva deu uma trégua no Estado do Piauí, ajudando a adiantar a reforma em uma das barragens do Estado que acabou transbordando na semana passada, prejudicando mais de 100 famílias, segundo dados do governo estadual. A trégua das chuvas na região de Cocal da Estação, no norte do Estado, onde está localizada a Barragem Algodões I, e a diminuição do volume das águas vindas das barragens localizadas no Estado do Ceará, ajudaram a acelerar a reforma. Com as perspectivas positivas, as famílias ribeirinhas removidas devem voltar para suas casas a partir da quinta-feira.

 

Veja também:

especialMapa dos estragos provocados pelas chuvas

Os trabalhos de reparos no local estão sendo realizados com a máxima intensidade e seguindo orientações do projetista da barragem, o engenheiro Luiz Hernane. Um dique de proteção está sendo finalizado, o que vai impedir que as águas penetrem na parede de concreto.

 

Além disso, está sendo feito um reforço no pedaço da parede que rompeu e máquinas trabalham na recuperação do acesso à barragem, onde as chuvas e a forte pressão das águas provocaram uma erosão. Os reparos se estendem ainda ao canal por onde escoam as águas que transbordaram.

Enquanto as famílias ainda não podem voltar a suas casas, equipes da Polícia Militar e Bombeiros vão coordenar uma ação que deve permitir a visita de algumas pessoas aos locais onde moram, para verificar os pertences, animais e casa.

 

A barragem de Algodões I transbordou na última quinta-feira, após ameaça de rompimento, segundo informações da Coordenadoria de Comunicação Social do governo do Estado. O volume de água, de acordo com a coordenadoria, ultrapassou a capacidade da barragem, que é de 52 bilhões de litros, por conta das chuvas das últimas semanas no Estado.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.