´Trem da alegria´ sofreu críticas justas e injustas, diz Soninha

A votação simbólica impede que os paulistanos saibam os nomes dos vereadores que aprovaram a reforma administrativa que amplia benefícios para eles próprios e cria gratificações para funcionários em cargos de chefia da Câmara. Dois dos 55 parlamentares votaram contra a proposta: os ex-presidentes da Câmara Arselino Tatto (PT) e Roberto Tripoli (PV). E houve a ?ausência? da vereadora Soninha (PT). Ela havia declarado discordância em aspectos do projeto durante a primeira votação, na semana passada, mas perdeu por uma ?bobagem? a chance de registrar seu voto contrário na votação definitiva, na terça-feira, 10. ?Estava na rua vindo para a Câmara, mas me atrasei. Achei que o projeto seria o último a ser votado, mas foi o primeiro. Eles costumam votar projetos importantes no final e havia oito sessões extraordinárias marcadas.? A estimativa é que o aumento anual de gastos pelo projeto aprovado seja de R$ 14 milhões. O que você defende no projeto? Não sou contra a verba de custeio do gabinete. Hoje a forma é irracional, pois sou obrigada a pagar do meu bolso cartuchos de impressora ou papel reciclado, se quiser abrir mão do papel oferecido pela Câmara (o vereador recebe cotas mensais de material para o gabinete, como papel, fotocópias, cartas e gasolina). Eu não preciso da cota de cartas porque uso e-mail. Defendo uma regulamentação transparente sobre como gastar a verba de custeio (R$ 13.215,75, ou 75% do que é pago aos deputados estaduais) que será paga no lugar do material. É justo a verba de custeio pagar o escritório político nos bairros? Não é uma ilicitude se esse escritório atender à população e servir ao mandato parlamentar. O problema é o escritório político virar um comitê eleitoral. Mas quem garante que hoje já não ocorre isso. A população vai poder fiscalizar se ele transformou o lugar em comitê eleitoral. A aprovação do projeto prejudica a imagem do vereador? O projeto tem críticas justas e injustas. A parte justa significa dizer que ele foi aprovado de forma rápida, sem muita clareza. A parte injusta é alegar que ele é um pacote para benefício próprio porque ele corrige distorções para nossas condições de trabalho.

Agencia Estado,

12 Abril 2007 | 10h10

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