Tremor que abalou Paraná atingiu 4,3 graus

O tremor que atingiu sete cidades da região central do Paraná por volta das 21 horas de ontem, assustando milhares de pessoas, mas sem deixar feridos ou causar danos materiais, teve 4,3 graus na escala Richter. Poder de Destruição de um TerremotoEscala RichterEfeitos ExemploLeve (4.0-4.9) Considerável tremor em ambientes internos, barulho e alguns danosTerremoto de hoje no ParanáModerado (5.0-5.9)Danifica construções de fraca estruturaDestruição causada pela bomba atômica de NagasakiRaro (9.0 ou maior)Devasta áreas a milhares de quilômetros de distânciaTsunami no Oceano Índico em 2004Fonte: WikipediaO epicentro foi Telêmaco Borba, a cerca de 200 quilômetros de Curitiba, e o abalo foi sentido num raio de 50 quilômetros, nas cidades de Ponta Grossa, Castro, Tibagi, Ortigueira, Reserva e Imbaú. A causa do tremor, segundo o geólogo Augustinho Rigoti, da Universidade Federal do Paraná, foi a acomodação das rochas sedimentares localizadas na região de Telêmaco Borba.O tremor foi detectado pelo Observatório Sismológico da Universidade de Brasília, que o classificou, de acordo com a Defesa Civil do Paraná, de "excepcionalmente forte" para os padrões brasileiros. Segundo o tenente Eduardo Gomes Pinheiro, chefe da seção operacional da Defesa Civil, ao contrário de outros abalos registrados no Estado - como o de seis meses atrás na região de Cascavel, também sentido em Goiás e Mato Grosso do Sul -, este não foi reflexo de terremoto na região dos Andes. "O epicentro foi aqui mesmo", disse o tenente Pinheiro.O Paraná, observou o tenente Pinheiro, registrou 13 abalos nos últimos cem anos, mas este "foi o mais intenso". Novos tremores poderão ocorrer, devido ao acomodamento das placas tectônicas, mas quando e qual a intensidade não é possível prever, acrescentou."Forte, forte não foi, mas chacoalhou bastante", sintetizou o soldado Luiz Carlos, da Polícia Militar de Telêmaco Borba. O abalo, que durou cerca de 10 segundos, levou milhares de pessoas às ruas. Muitas pessoas passaram a noite em claro, com medo de novo tremor, contou o sargento Aurélio, do Corpo de Bombeiros. Sua corporação recebeu cerca de 500 telefonemas durante toda a noite de pessoas assustadas e em busca de informações.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.