Trens param no Rio e prejudicam 450 mil

Sindicato dos ferroviários quer que concessionária reintegre funcionários

Pedro Dantas, O Estadao de S.Paulo

14 de abril de 2009 | 00h00

O Rio enfrentou ontem a quarta greve no setor dos transportes em 17 dias. Após os rodoviários da Baixada Fluminense, os ferroviários fizeram uma paralisação por segurança no trabalho, que causou transtornos aos 450 mil usuários do sistema de trens. Novamente, os usuários da Baixada foram os mais prejudicados com a suspensão da circulação nos ramais dos municípios de Belford Roxo e Duque de Caxias. No fim da tarde, a Supervia disse que a situação estava normalizada, mas o sindicato negou o fim do movimento. De acordo com o Sindicato dos Ferroviários, a paralisação seria por 24 horas, mas caso a concessionária Supervia não reintegre dez funcionários demitidos pode ser decretada a greve por tempo indeterminado. Os sindicalistas afirmam que a adesão foi de 85%, mas a empresa divulgou nota afirmando que só 30% dos maquinistas cruzaram os braços. A Supervia afirma que o protesto é salarial e entrou com uma liminar na Justiça pedindo a ilegalidade da greve. Já o governador Sérgio Cabral citou o presidente Lula ao condenar a paralisação. "Como diz o presidente, vivemos um momento de crise econômica. Temos de lutar pela manutenção dos empregos. Acho (a greve) de uma impropriedade completa." Ontem ainda o governador anunciou um plano de emergência para as barcas. Na quarta, após uma longa espera, cerca de 2 mil pessoas protestaram e quebraram uma porta de vidro do terminal da Praça XV. Na ocasião, a concessionária Barcas S.A. alegou que esperava um movimento menor de usuários. O governo anunciou empréstimo de R$ 8 milhões para a recuperação de duas barcas e a rescisão do contrato com a empresa Transtur para a entrega do terminal da empresa para a Barcas S.A.. A Transtur condicionou a entrega do terminal ao pagamento de R$ 17 milhões relativos ao pagamento de uma dívida que o Estado tem com a empresa. O governador afirmou que a empresa fez um acordo. ESPÍRITO SANTOOs motoristas da Grande Vitória, no Espírito Santo, paralisaram as atividades por sete horas ontem, em protesto pelo assassinato da cobradora Claudinéia Ceruti, de 29 anos, no Terminal de Carapina, em Serra, no domingo. Segundo os manifestantes, os roubos a cobradores de ônibus são frequentes. Houve ainda paralisação de motoristas e cobradores de ônibus em Guarulhos, na Grande São Paulo, entre 3h30 e 8h30. Pelo menos 55 mil passageiros, que utilizam ônibus das Viações Transguarulhense e Atual, foram prejudicados. De acordo com a Secretaria de Transportes, a manifestação surgiu de um racha no sindicato da categoria.

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