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Três ainda estão sob escombros de prédio em Recife

O comandante do Corpo de Bombeiros, coronel Luiz Gonzaga Dutra, não tem mais dúvidas de que os três desaparecidos no desabamento do edifício Areia Branca, no município metropolitano de Jaboatão dos Guararapes, estão sob os escombros. Segundo o coronel,a possibilidade de encontrar algum deles vivo é muito remota. De acordo com ele, mesmo com a destruição, na manhã de sexta-feira, do maior obstáculo para o trabalho de busca e resgate - uma caixa d´água cuja instabilidade poderia afetar a estrutura do prédio vizinho, ou representar perigo para as equipes de socorro - somente no fim deste sábado é que se poderá encontrar algum dos soterrados. "O volume de concreto é muito grande, são 12 pavimentos sobre as vítimas, o que exige tempo", explicou o coronel.Estão soterrados dois operários da empresa Jatobeton, contratada para fazer estudo e recuperação do prédio, Cícero Júnior Lima e Silva e Ivanildo Martins dos Santos, ambos de 21 anos, e o soldado bombeiro Alcebíades Lins da Silva, 35 anos, segurança do condomínio nas horas de folga na corporação. O corpo do porteiro Antonio Felix dos Santos, 38 anos, foi enterrado ontem.RiscosMais um prédio localizado no quarteirão onde ocorreu o desabamento, o edifício Paulo Andrade, foi evacuado. São, agora, três prédios - o Solar de Piedade e o Vilma Lúcia, além do Paulo Andrade - e três casas interditadas. Os moradores do Solar de Piedade, no lado direito do Areia Branca, pediram uma autorização para poderem entrar para pegar animais de estimação, documentos pessoais e roupas. Mas somente dois moradores do Vilma Lúcia, ao lado esquerdo do prédio que desabou, conseguiram entrar rapidamente, por volta das seis horas. O Areia Branca, localizado na Avenida Bernardo Vieira de Melo, na praia de Piedade, desabou na noite de quinta-feira, algumas horas depois de a Comissão de Defesa Civil do Estado (Codecipe) ter descartado possibilidade de desabamento. As causas da queda do edifício, que de acordo com o Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (CREA) foi construído há 28 anos, ainda são desconhecidas.

Agencia Estado,

16 de outubro de 2004 | 12h05

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