Três irmãos morrem eletrocutados em casa em Santa Catarina

Crianças receberam descarga elétrica de 220 volts quando brincavam no quintal; bombeiros já os encontraram mortos

Tomás M. Petersen, Especial para O Estado

07 de novembro de 2014 | 11h12

Atualizada às 20h04

FLORIANÓPOLIS - Três irmãos morreram eletrocutados em uma casa na zona rural de Petrolândia, no Alto Vale do Itajaí, em Santa Catarina, no final da tarde de quinta-feira, 6. Igor Medeiros, de 4 anos, Vinicius, de 6, e Schaiani, de 14, receberam uma descarga elétrica por meio de uma cerca de arame farpado na propriedade da família. Os três foram velados na madrugada desta sexta-feira, 7.

Segundo o Corpo de Bombeiros, as crianças brincavam com uma bola no quintal da casa. A suspeita é de que o caçula tenha ido buscar o brinquedo perto da cerca e, ao encostar nela, tenha ficado grudado. O irmão teria tentado ajudá-lo e também ficou preso, assim como a irmã, logo em seguida. Na casa estavam apenas os avós, que ficaram em estado de choque e demoraram dez minutos para conseguir acionar o socorro e ligar para os pais. 

As equipes dos bombeiros chegaram 50 minutos depois e tentaram reanimar os irmãos, mas eles já estava mortos. A mãe, Marcela, chegou quando os filhos já estavam dentro de casa, aos cuidados dos bombeiros. O pai, Marcelo, apareceu em seguida, saído do trabalho.

"Pela disposição e pelos ferimentos que verificamos nas crianças, acreditamos que o mais novo tenha encostado primeiro na cerca", disse o soldado do Corpo de Bombeiros Jorge Mancila, que participou da tentativa de reanimação.

"Não tem explicação. A avó materna achou as crianças deitadas no gramado. Eram os únicos filhos. O mais difícil vai ser daqui pra frente", disse o tio das vítimas, Osvaldo Pedro Ferreira.

O velório foi realizado no salão de uma igreja evangélica, após a liberação dos corpos, na madrugada desta sexta. O município decretou luto oficial e as escolas onde as crianças estavam não abriram.

Perícia. Uma perícia no local constatou que a cerca ficou energizada após o fio desencapado do poço artesiano ter caído sobre ela. As crianças teriam recebido uma descarga elétrica de 220 volts.

O delegado Gustavo Reis Fagundes Pereira, da Polícia Civil de Ituporanga, será o responsável pela investigação. "Já instauramos o inquérito. Vamos começar a ouvir as testemunhas e aguardar os laudos da perícia", disse. "Infelizmente, foi um acidente doméstico." Segundo Pereira, todo o processo deve durar 30 dias.

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