Três morrem e cinco estão desaparecidos em naufrágio no Amapá

Pelo menos três pessoas morreram e cinco estão desaparecidas depois do naufrágio do barco Cidade de Óbidos, sábado, em Laranjal do Jari, no Amapá. Mais de cem pessoas, entre elas vários políticos e jornalistas, estavam a bordo quando a embarcação afundou no Rio Jari depois de colidir com uma balsa. Os corpos do empresário Victor Santos, da jornalista Simone Teran e de Karina dos Santos foram os primeiros a ser resgatados.Simone fazia filmagens para a deputada federal Fátima Pelaes (PSDB). Ela teria chegado a registrar o momento do acidente e conseguido pular do barco para a balsa. O ex-presidente da Federação das Indústrias do Amapá, Rodolfo Juarez, que sobreviveu ao acidente, acredita que ela tenha escorregado e caído no rio. O barco teria sido fretado para transportar políticos que apoiam a candidatura de Fátima ao governo do Estado.O primeiro corpo levado para a capital do Estado foi o de Santos. Seu filho, Victor Santos Júnior, pilotou um avião bimotor até o local do acidente, que fica a quatro horas de viagem de Macapá, para buscar o corpo. Santos foi assessor do ex-governador Anníbal Barcelos (PFL) e diretor do Departamento de Transportes Aéreos do Estado.O governador João Alberto Capiberibe esteve no local do naufrágio acompanhando o trabalho de resgate. Ele colocou aviões e ônibus à disposição dos sobreviventes para que possam voltar a Macapá. Entre os passageiros, havia vários deputados estaduais e vereadores.Os primeiros a auxiliar as vítimas do acidente, durante a madrugada, foram os moradores das regiões à margem do Jari. Os primeiros recolhidos foram levados para Laranjal do Jari em uma lancha do deputado federal Badu Picanço (PSDB). Corpos e sobreviventes só deixaram a cidade durante o dia. A pista de decolagem da cidade não tem estrutura para pousos e decolagens noturnos.Muitos dos que estavam a bordo da embarcação reclamaram do excesso de passageiros. Alguns diziam que poderia haver vários corpos presos na estrutura afundada. O Corpo de Bombeiros da pequena cidade não tem mergulhadores.O governo do Estado mandou mergulhadores para o local. Uma equipe da Polícia Técnica e o chefe da Casa Militar, coronel Dias, também foram para a região. A polícia vai abrir inquérito para apurar de quem foi a responsabilidade pela tragédia e se os barcos estavam superlotados.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.