Três morrem e oito são presos em operação da polícia no Irajá

Três pessoas morreram e uma ficou ferida nesta segunda, no Conjunto Habitacional Amarelinho, em Irajá, zona oeste do Rio, durante operação da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) e da 40.ª Delegacia Policial (Honório Gurgel). Após o tiroteio, a polícia descobriu um depósito de armas do tráfico. Até o início da noite os mortos não haviam sido identificados.Quatro pistolas (três calibre 40 e uma 9 milímetros), uma submetralhadora, um fuzil, 1.300 papelotes de cocaína, rádios de comunicação e fardas militares foram encontrados no local. Oito foram presos e quatro menores detidos.As armas e a droga estavam escondidas no sótão de um dos prédios do conjunto habitacional. A polícia acredita que uma das pistolas, com numeração raspada, pertence à Polícia Civil e que a 9 milímetros é do Exército.Ao chegarem ao esconderijo os policiais foram recebidos a tiros pelos criminosos, que tentaram fugir pelo telhado. Houve tiroteio.A investigação que levou a polícia ao paiol durou cinco meses. O chefe do Setor de Investigação da 40ª DP, Renato Pereira, explicou que a operação desta segunda-feira foi o desdobramento de ações policiais feitas em novembro de 2005 na Favela de Acari, nas quais quatro traficantes foram presos e 200 quilos de maconha, apreendidos.De acordo com a polícia, todos os presos estão envolvidos com o tráfico local. Eles foram identificados como Ítalo Bruno Brito de Almeida, o Compadre, 25 anos, Renato Cristiano Dias, o Primo, de 34, Everton Douglas de Faria Sales, de 19, Alexandre Jorge Alves, de 31, Márcio Santos Lima, o Mosquito, de 23, Eliseu Pacífico dos Santos, de 31, Diego Nunes Fonseca, de 22, e José Serafim Neto de Oliveira, de 31. Eles foram autuados por porte ilegal de armas, formação de quadrilha, tráfico e associação para o tráfico de drogas.

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