Três mortos e 32 feridos em desastre na Régis em SP

Três pessoas morreram e 32 ficaram feridas no choque entre um ônibus com 40 passageiros e uma carreta, na madrugada de hoje, no km 360 da Rodovia Régis Bittencourt (BR-116), município de Miracatu, no Vale do Ribeira. O acidente ocorreu às 4h05, numa curva da Serra do Cafezal, onde a pista não é duplicada. A rodovia permaneceu interditada por mais de 6 horas, com um congestionamento de mais de 40 quilômetros. A carreta Volvo, chapa ADJ-6746, de São Paulo, era dirigida por José Geraldo Nunes, de 49 anos, e tracionava um reboque com carga de material elétrico acondicionado em caixas de madeira. Nunes tentava uma ultrapassagem - em lugar proibido - e não conseguiu controlar o veículo. A carreta invadiu a pista contrária e o reboque atingiu em cheio o ônibus da Viação 1001, de Niterói, que seguia de Florianópolis para São Paulo. A carga espalhou-se sobre a pista. O ônibus foi arrastado mais de 10 metros. Os passageiros Daniela de Fátima Tallo, de 19 anos, de São Paulo; Nádia Nakamura, 22, de São José dos Campos-SP, e Maria Aparecida da Silva, 45, de Joanópolis-SP, morreram no local. Os corpos foram levados para o Instituto Médico Legal (IML) de Registro. As primeiras informações da Polícia Rodoviária Federal foram de que houve sete mortes no desastre. Mais tarde, a informação foi retificada. Houve pânico e cenas de desespero entre os feridos. Uma passageira desmaiou depois de pular pela janela. As vítimas foram levadas para pronto-socorros dos hospitais de Miracatu, Registro, Juquitiba e Itapecerica da Serra. Seis ocupantes do ônibus escaparam sem ferimentos. A passageira Maria José da Silva dormia na hora da batida. "Acordei com o estrondo, embaixo de um monte de bagagem." Cinco pessoas tiveram ferimentos graves, entre elas o motorista do ônibus, José Carlos Conti. No início da tarde, ele permanecia internado no Hospital de Itapecerica da Serra. Às 9 horas, o congestionamento na BR era de 30 quilômetros, em direção a Curitiba; mais 12 quilômetros em direção a São Paulo. O vendedor Cláudio Rodrigues Belo, da Capital, ía com a família para Ilha Comprida, no Litoral Sul, e ficou mais de 4 horas parado na pista. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) liberou parte da estrada às 10 horas, mas duas horas depois o trecho ainda continuava congestionado. O delegado de Miracatu, Mateus Orlandi Buchaim, indiciou em inquérito, por homicídio culposo, o motorista do caminhão. Ele teve informações que, antes de bater, Nunes vinha fazendo ultrapassagens arriscadas, mesmo com a pista molhada por um chuvisco. "Vou tomar o depoimento das vítimas e testemunhas e aguardar o laudo técnico do local do acidente", disse. Segundo a PRF, a curva do km 360 é um dos pontos mais perigosos da BR. No trecho da serra, as obras de duplicação da rodovia estão paradas.

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