Três parques de SP devem ganhar rede Wi-Fi até junho

USP e Centro Cultural São Paulo já disponibilizam conexão gratuita

Mônica Cardoso, O Estadao de S.Paulo

28 de janeiro de 2009 | 00h00

São Paulo ainda não é uma cidade "sem fio" quando o assunto é conexão à internet, mas está caminhando para oferecer aos paulistanos alguma autonomia. A cidade acaba de ganhar dois locais públicos (um centro cultural e uma universidade) com sistema Wi-Fi gratuito e se prepara para receber mais alguns neste semestre (pelo menos em três parques, entre eles, o Ibirapuera). No domingo, o serviço foi inaugurado no câmpus da Universidade de São Paulo (USP), na zona oeste. Antes, o uso era restrito a alunos, professores e funcionários, mediante uma senha, e limitado às áreas internas. Agora, mais de mil acessos simultâneos podem ser feitos por equipamentos Wi-Fi nas áreas ao ar livre. O programa dura um ano. "Fiz o cadastro e comecei a usar. A conexão é muito boa", diz Pamela Peters, de 16 anos, que trabalha em uma agência de viagens no grêmio da Coordenadoria de Assistência Social (Coseas-USP). Bem mais modesta, com até 140 acessos simultâneos, a rede pública Wi-Fi foi instalada no Centro Cultural São Paulo (CCSP), no Paraíso, zona sul, na semana passada. Sites de conteúdo impróprio, como pornografia e pedofilia, são bloqueados. O programa de mensagens instantâneas MSN Messenger e o site Orkut também são proibidos. Este não é, contudo, o primeiro equipamento público a oferecer conexão Wi-Fi. Em 2007, ele foi instalado no Centro Cultural da Juventude, na Vila Nova Cachoeirinha, zona norte, mas há um mês foi interrompido para manutenção e não há previsão para o retorno.A Prefeitura estuda ampliar o número de locais com conexão gratuita. Até junho, pretende instalar o serviço Wi-Fi em três parques: Ibirapuera, na zona sul, Chico Mendes e Raul Seixas, na zona leste. "Esse programa é feito de forma cuidadosa, com a identificação do usuário por cadastro, para que a rede não seja uma porta aberta para crimes virtuais", diz João Octaviano Machado Neto, diretor presidente da Empresa de Tecnologia da Informação e Comunicação (Prodam). OUTRA CAPITAISEm Belo Horizonte, o projeto BH Digital permite o acesso em dez lugares, como a rodoviária. O programa, orçado em R$ 4,5 milhões e com recursos do Ministério das Comunicações, ainda não foi oficialmente inaugurado. Mesmo assim, recebeu 4.700 cadastros em 2008. Já o programa Porto Alegre Digital permite o acesso em cinco parques e praças. O investimento foi baixo, pois a cidade dispõe de rede de fibra ótica.

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