Três pessoas são baleadas em tiroteio no Rio

Três pessoas foram baleadas hoje de manhã durante um tiroteio entre policiais e traficantes nas favelas da Rocinha e do Vidigal, zona sul. Segundo a Polícia Militar, José Vilar Ximenes e Otávio Pereira Camilo, os dois com 25 anos, são moradores da Rocinha e foram atingidos por balas perdidas quando voltavam do trabalho. O terceiro ferido é um inspetor, identificado apenas como João, que foi atingido por estilhaços na axila na ação do Vidigal.As operações simultâneas começaram no início da manhã e mobilizaram cerca de 350 policiais civis da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) e militares do Batalhão de Choque, do Batalhão de Operações Especiais (Bope), do Grupamento Tático Móvel, do 23º batalhão (Leblon) e de outras unidades. Há oito meses, a Rocinha e o Vidigal, que são favelas vizinhas, disputam o controle do tráfico de drogas.A Polícia Militar se concentrou na Rocinha e foi recebida a tiros pelos criminosos, que lançaram fogos de artifício para anunciar a chegada dos policiais no morro. Dentro de uma lata de lixo, foram encontrados dois quilos de maconha e uma bomba de fabricação caseira. "Essa operação foi montada para reprimir o tráfico de drogas", disse o coronel Romilton de Souza Corrêa, que comandou a ação. Segundo ele, Ximenes e Camilo foram baleados no confronto. "São pessoas que passam desavisadamente pelo morro, mas não foram baleados pela Polícia Militar pois um deles (ele não soube dizer qual) foi atingido pelas costas, e nós estávamos subindo a favela." Já o subchefe da Polícia Civil, José Renato Torres, disse que os dois homens foram feridos num assalto.O morro do Vidigal foi ocupado pela Polícia Civil, que também foi recebida a tiros. No confronto, o inspetor, identificado apenas como João, foi atingido por estilhaços na axila. Um helicóptero e cães farejadores também foram utilizados na ação.Ximenes e Camilo foram socorridos no Hospital Miguel Couto, no Leblon (zona sul). Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, Ximenes foi operado para a retirada da bala alojada em seu abdomen e passa bem. Já Camilo, teve alta ainda pela manhã. O inspetor João não chegou a ser levado para o hospital.

Agencia Estado,

11 de dezembro de 2004 | 12h58

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