Polícia Civil
Polícia Civil

Três pessoas são presas no RS por negociar bebê por R$ 100 mil

Casal que intermediou a venda da criança e a mãe biológica foram detidos em Novo Hamburgo ao tentar aplicar golpe

Luciano Nagel, Especial para o Estado

04 Outubro 2017 | 15h50

PORTO ALEGRE - Três pessoas foram presas na manhã desta quarta-feira, 4, suspeitas de negociar a venda de um bebê por R$ 100 mil no Rio Grande do Sul. Segundo a Polícia Civil, as prisões aconteceram em Novo Hamburgo, na região do Vale do Sinos e no balneário Pinhal, no litoral norte gaúcho. Os detidos são um casal, que intermediava a negociação, e uma mulher, que desejava vender o filho ainda durante a gestação.

Em entrevista ao Estado, a delegada Ana Tarouco, titular da delegacia do município de Santana do Livramento, afirmou que a vítima, uma mulher que não podia ter filhos e queria adotar um recém-nascido, registrou um boletim de ocorrência no DP, alegando que teria que desembolsar R$ 100 mil para realizar a suposta adoção. 

+++ Menina de 13 anos é estuprada por pai e irmão no Ceará

"De acordo com o relato da vítima, ela conheceu a intermediária responsável pela suposta adoção por meio do Facebook. A mulher afirmou que era assistente social e que conhecia muitas mães, jovens, que não tinham condições financeiras de criar os filhos e os colocavam para adoção. Isso atraiu a vítima, que desejava ser mãe e não podia ter filhos", explicou a delegada.

A mulher percebeu que estava caindo em um golpe de estelionato após se informar sobre o processo de adoção com um advogado, que a orientou a buscar ajuda da polícia. 

+++ CNJ classifica como 'péssimas' condições de cadeia onde criança foi achada

Prisões

De acordo com a delegada, o casal que tentou vender o bebê não tinha antecedentes criminais e reside no município de Canoas, na região metropolitana de Porto Alegre, onde fazia as "negociações".

A mãe biológica do bebê, de 19 anos, também presa, é natural de Santa Catarina, mas residia em Novo Hamburgo, no Vale do Sinos. A investigação apontou que outras três crianças teriam sido negociadas pelos "agenciadores". O homem detido nesta manhã também teria falsificado os documentos de adoção.

O inquérito policial, parte de uma investigação iniciada em 2015, já foi concluído e remetido ao judiciário. O casal e a mãe biológica do bebê foram indiciados pelos crimes de estelionato e associação criminosa. A Polícia Civil alerta que receber dinheiro para gerar um bebê de outro casal é crime no Brasil e pode punir todos os envolvidos no ato. 

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.