Três pessoas se ferem com seringas jogadas em terreno baldio

Duas crianças e um adulto foram feridos por lixo hospitalar despejado num terreno abandonado pela Prefeitura, em São José do Rio Preto, interior de São Paulo. As vítimas foram submetidas a procedimentos de emergência e estão sendo medicadas com remédios e vacinas contra hepatite A, B e C e também com AZT, para prevenir replicação de vírus em caso de contaminação pelo HIV - transmissor da aids. Em 30 dias, elas devem passar por novos exames para detectar se foram ou não contaminadas.O terreno onde está depositado o lixo hospitalar deveria abrigar um ginásio poliesportivo, mas serve de lazer para as crianças do bairro Santo Antônio, que, na tarde de domingo ,encontraram seringas usadas e passaram a brincar de espetar umas às outras. A faxineira Cláudia dos Reis Assunção, moradora na região, tentou acabar com a brincadeira e também se feriu. Ela conseguiu tirar as seringas das crianças, mas foi espetada na perna por acaso. Ontem, ela denunciou o despejo à polícia, que avisou a Vigilância Sanitária.Dezenas de seringas e outras embalagens foram recolhidas pela Vigilância Sanitária, que hoje informou não ter condições de apontar quem despejou o lixo hospitalar no local, mas supôs tratar-se de um paciente de diabetes. "As seringas encontradas são para injeção de insulina", explicou a coordenadora da Vigilância de Rio Preto, Neli de Oliveira. Para ela, é possível que a pessoa tenha acumulado materiais por um longo tempo e depois os descartado no terreno.Segundo Neli, a Vigilância vai reforçar a orientação dos pacientes dos postos de saúde para devolver os materiais utilizados. "Estamos estudando a hipótese de condicionar a entrega de novos materiais somente após receber os usados", diz.O caso está sendo apurado pela Polícia Civil e Ministério Público num inquérito que visa investigar se o despejo foi feito por alguma clínica, hospital ou posto de saúde da cidade.

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