Três são presos em SP e no RS por tráfico internacional de drogas

Grupo atua também na África e na Europa e pode ter mais de 40 pessoas envolvidas

Solange Spigliatti, do estadão.com.br

22 de abril de 2010 | 09h38

Três pessoas foram presas na manhã desta quinta-feira, 22, duas em São Paulo e uma em Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul, por envolvimento com o tráfico internacional de drogas.

 

Durante a Operação Monalisa, da Polícia Federal, também foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão, nas cidades de São Paulo e São José, em Santa Catarina.

 

A Operação Monalisa começou em fevereiro deste ano com investigações sobre crimes de tráfico internacional de drogas envolvendo estrangeiros de origem africana, domiciliados em Santa Catarina e em São Paulo.

 

Constatou-se que o bando pratica o tráfico internacional de drogas por meio de exportação, mulas e encomendas enviadas via "courier", um tipo de prestação de serviços de transporte internacional expresso, e mantém células criminosas pelo mundo, exportando drogas para a África e posteriormente para a Europa.

 

Segundo a PF, dois homens, Joe e Dino, e outros, ainda não identificados, tentaram embarcar para o exterior em janeiro com 23 kg de cocaína ocultos em cadeiras e lavatórios de salão de beleza, que foram apreendidos pela aduana brasileira no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo. A mercadoria foi despachada por uma empresa de Florianópolis contratada para exportar regularmente as mercadorias.

 

No último mês, Joe e Dino contrataram os serviços de uma empresa de comércio exterior sediada no Rio, para intermediar a negociação de mercadorias diversas à Moçambique. No dia 13 de abril, após minuciosa vistoria no material depositado pelos investigados para exportação, policiais localizaram 16,6 kg de cocaína, escondidos no interior de um motor veicular.

 

A PF acredita que os dois estejam envolvidos com uma quadrilha, formada por mais de 40 pessoas, que foi desarticulada pela Polícia de Hannover, na Alemanha, no dia 14 de abril. Essa quadrilha agia a partir da Europa com ligações de tráfico para outros países, cujos integrantes eram em sua maioria africanos. Com a quadrilha foram apreendidos cerca de 14 kg de cocaína, 5,5 kg de heroína e 21 kg de maconha.

 

Durante as investigações, foi definido que Joe é quem detém o comando das atividades ilícitas, sendo Dino o braço operacional do bando. Outro membro do bando, Peter, deve ser o responsável pela movimentação financeira da quadrilha, pois utiliza de sua atividade lícita, comércio de artigos importados da África em feiras de artesanatos, para encobrir o dinheiro do tráfico.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.