Três são presos por tráfico internacional de mulheres em Santa Catarina

Garotas tinham o dinheiro do programa confiscado para pagar as despesas da viagem

Marcela Gonsalves, estadão.com.br

15 Agosto 2011 | 14h19

SÃO PAULO - A Polícia Civil prendeu três pessoas envolvidas com tráfico internacional de mulheres em Jaguaruna, no litoral de Santa Catarina, na madrugada do último sábado. O esquema foi descoberto após denúncia de que às margens da BR-101, no bairro Costa da Lagoa, havia uma boate onde jovens paraguaias se prostituíam.

 

As mulheres eram trazidas para o Brasil, onde trabalhavam como garotas de programa. A agenciadora, Lurdes Carolina Machuca, 24 anos, e os proprietários da boate onde ocorria a prostituição, Antônio Teixeira, 51 anos, e Gilson Rosa Gabriel, 52 anos, foram presos em flagrante. Eles foram encaminhados para o Presídio Regional de Tubarão.

 

O contato com as garotas era feito por meio de Lurdes, também paraguaia, que se encarregava das passagens e da entrada das meninas no Brasil. As jovens ficavam com uma dívida com a boate referente às despesas da viagem, que deveria ser paga com o dinheiro dos programas. Lurdes ficava com a custódia do dinheiro dos programas realizados pelas jovens.

 

Como o visto no Brasil era de 45 a 90 dias, assim que estivesse para vencer o prazo eram descontadas as despesas e as jovens voltavam para o Paraguai. Chegando lá, pegavam novo visto e retornavam ao Brasil.

 

A polícia localizou cinco mulheres paraguaias que estavam se prostituindo. Elas têm idades entre 18 e 40 anos. Depois de prestarem depoimento, como estavam com o visto ainda em vigência, foram liberadas e devem ao seu País de origem quando vencer o visto.

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