Evelson de Freitas/AE
Evelson de Freitas/AE

Três têm alta e número de internados por incêndio na boate Kiss cai para 72

Dos 72 hospitalizados, 21 ainda dependem de ventilação mecânica para respirar; vítimas estão distribuídas em hospitais de quatro cidades

Elder Ogliari, O Estado de S. Paulo

07 Fevereiro 2013 | 12h34

PORTO ALEGRE - O número de pacientes internados por causa do incêndio da boate Kiss, de Santa Maria, caiu de 75 para 72 nesta quinta-feira, depois de três deles terem sido liberados pelos hospitais onde estavam. A atualização dos dados foi divulgada na manhã desta quinta-feira, 7, pela Força Nacional do SUS. O número de mortos na tragédia, ocorrida no dia 27, segue em 238.

Dos 72 pacientes internados, 21 ainda dependem de ventilação mecânica para respirar. Os pacientes estão distribuídos em hospitais de quatro cidades. Quarenta e cinco deles estão em Porto Alegre, 23 em Santa Maria, três em Canoas e um em Caxias do Sul.

Entenda. O incêndio com mais mortes nos últimos 50 anos no Brasil causou comoção nacional e grande repercussão internacional. Em poucos minutos, mais de 230 pessoas - na maioria jovens - morreram na boate Kiss de Santa Maria - cidade universitária de 261 mil habitantes na região central do Rio Grande do Sul.

A tragédia começou às 2h30 do dia 27, um domingo, quando um músico acendeu um sinalizador para dar início ao show pirotécnico da banda Gurizada Fandangueira. No momento, cerca de 2 mil pessoas acompanhavam a festa organizada por estudantes do primeiro ano das faculdades de Tecnologia de Alimentos, Agronomia, Medicina Veterinária, Zootecnia, Tecnologia em Agronegócio e Pedagogia da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). A maioria das vítimas, porém, não foi atingida pelas chamas - 90% morreram asfixiadas.

Sem porta de emergência nem sinalização, muitas pessoas em pânico e no escuro não conseguiram achar a única saída existente na boate. Com a fumaça, várias morreram perto do banheiro. Na rua estreita, o escoamento do público foi difícil. Bombeiros e voluntários quebraram as paredes externas da boate para aumentar a passagem. Mas, ao tentarem entrar, tiveram de abrir caminho no meio dos corpos para chegar às pessoas que ainda estavam agonizando. Muitos celulares tocavam ao mesmo tempo - eram pais e amigos em busca de informações.

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