Treze pessoas morrem afogadas em represas de SP

Treze pessoas morreram afogadas em represas da Grande São Paulo no último fim de semana. O número é considerado recorde para o período, de acordo com o Corpo de Bombeiros. Dos sete afogamentos registrados na capital, quatro ocorreram na Represa de Guarapiranga e três na Billings. Os outros casos foram em represas de Mairiporã, Barueri e no trecho da Billings no ABC. Todas as vítimas eram homens, com idades entre 16 e 40 anos. Os bombeiros conseguiram evitar quatro mortes, resgatando pessoas que se afogavam na Guarapiranga. Segundo o chefe da Divisão de Comunicação Social do Corpo de Bombeiros, capitão Mauro Lopes, as represas são inadequadas para banho, oferecendo uma série de riscos. "O terreno é irregular e os trechos rasos são intercalados por outros de maior profundidade. Se uma pessoa que não sabe nadar cai num buraco, dificilmente consegue sair." O consumo de bebidas alcoólicas e alimentos também contribui para a ocorrência de acidentes, segundo o oficial. Tragédia - Três irmãos e um cunhado morreram afogados, no Rio Paraitinga, no Vale do Paraíba, no domingo. Por volta do meio-dia, os quatro nadavam no rio, que fica na fazenda Locoselli, em Natividade da Serra, onde Renata Caraça Ferreira, de 24 anos, trabalhava como administradora. Ela foi a primeira a se afogar. Levada pela correnteza, Renata gritou por socorro e foi atendida pelo cunhado Juliano Aparecido da Silva, de 20. Ele tentou salvá-la, mas também foi arrastado. Sua noiva, Regiane Caraça Ferreira, mesmo sem saber nadar, tentou salvar Juliano. Não conseguiu. Por último, o irmão de duas vítimas, Rubens de Castro Ferreira, de 17, se jogou na água. Até o fim da tarde desta segunda-feira, três corpos tinham sido localizados. Outro caso ocorreu no domingo, em Mineiros do Tietê, a 296 quilômetros da capital. Gatúlio Salvaea e seu filho, Renato, morreram afogados.

Agencia Estado,

15 de outubro de 2002 | 05h29

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