TRF mantém condenação de ex-delegado por matar colega

Crime teria sido encomendado por que Alcioni Serafim de Santana estava investigando irregularidades

Solange Spigliatti, estadao.com.br

14 de janeiro de 2009 | 07h43

O Tribunal Regional Federal da 3ª Região manteve nesta terça-feira, 13, a condenação do ex-delegado da Polícia Federal condenado por assassinar o colega Alcioni Serafim de Santana, em maio de 1998. Segundo o Ministério Público Federal, o ex-delegado federal Carlos Leonel da Cruz havia sido condenado a 27 anos de prisão pelo Tribunal do Júri. A defesa de Cruz havia recorrido pedindo a nulidade do julgamento pelo júri, alegando que houve excesso na convocação dos jurados e que sofreu cerceamento de defesa com a dispensa de uma das testemunhas antes do sorteio dos jurados. Pedia também a redução da pena pelo princípio da proporcionalidade. O caso O crime aconteceu em 27 de maio de 1998, quando Alcioni Serafim de Santana saía de sua casa na Vila Mazzei, na zona norte de São Paulo, acompanhado da esposa. Segundo denúncia do MPF, Carlos Alberto da Silva Gomes e Gildásio Teixeira Roma efetuaram quatro disparos contra o delegado.  Pelo crime, receberiam pagamento de Gildenor Alves de Oliveira. Este, por sua vez, foi contratado por Carlos Leonel da Silva Cruz e Sérgio Bueno. O crime teria sido motivado pela investigação que Santana promoveu contra Cruz, na qual o ex-delegado acabou condenado por seis anos de prisão pelo crime de concussão (extorsão praticada por servidor público).

Tudo o que sabemos sobre:
políciaTRFex-delegadocondenação

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.