Tribunal de Contas adia licitação para linha 4 do Metrô

O Tribunal de Contas do Estado de São Paulo suspendeu nesta quarta-feira o processo de licitação da Linha 4 (Amarela) do Metrô paulista, atendendo a um pedido apresentado pelo Sindicato dos Metroviários de São Paulo. A decisão, que solicita a adequação do edital de licitação referente ao caso, impedirá que se realize, na próxima sexta-feira, a sessão pública para a entrega de propostas que havia sido agendada pelo Metrô.O parecer do Tribunal apontou que uma retificação anterior feita no edital, envolvendo o patrimônio mínimo exigido de empresas interessadas em participar da licitação, acabou reduzindo o universo de possíveis participantes no processo. A mudança ocorreu, segundo documento distribuído pelo tribunal, com apenas 14 dias de antecedência em relação à data prevista para a entrega das propostas. O texto é assinado pelo conselheiro Cláudio Ferraz de Alvarenga.A Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô) afirmou que ainda não teve acesso aos detalhes da decisão e que irá aguardar para se pronunciar sobre o assunto. Mesmo assim, a assessoria de imprensa da empresa disse acreditar que poderá ser remarcada uma data para a entrega de propostas dentro de um período de 30 a 40 dias.A suspensão atende os objetivos do Sindicato dos Metroviários, que vem promovendo ações contra o que chama de "privatização" do Metrô. Os sindicalistas se opõem à adoção do sistema de parcerias público-privadas (PPP) para a obra da Linha 4. Uma das medidas preparadas como parte da estratégia é a realização de uma manifestação de lançamento da Campanha Diga Não à Privatização do Metrô, marcada para a próxima quinta-feira, às 18h, na Assembléia Legislativa de São Paulo. O ato contará com a participação da Federação Nacional dos Metroviários e da Central Única dos Trabalhadores (CUT), entre outras entidades.

Agencia Estado,

22 de março de 2006 | 19h48

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.