Tribunal do trabalho na Austrália tenta colocar frota da Qantas

A Qantas Airways discutiu com os sindicatos em um segundo tribunal do trabalho no domingo, depois de a primeira-ministra da Austrália pedir o fim das disputas que mantêm a frota da companhia aérea no chão, deixando dezenas de milhares de passageiros sem transporte ao redor do mundo.

SONALI PAUL E LINCOLN FEAST, REUTERS

30 Outubro 2011 | 12h01

A Qantas deixou de operar mais de 100 aviões no sábado e disse ter cancelado 447 voos, afetando mais de 68.000 passageiros até domingo à tarde. A companhia tentar colocar fim a uma batalha prolongada com os sindicatos sobre os salários, condições de trabalho e uma estratégia da empresa para configurar duas novas companhias aéreas na Ásia.

A companhia aérea nacional, que teve um lucro antes de impostos de 552 milhões de dólares no ano até junho, tem planos para cortar 1.000 postos de trabalho e encomendar 9 bilhões de dólares em novas aeronaves como parte de um plano para salvar seus negócios deficitários internacionais.

A escalada na disputa irrita o governo e representa uma vergonha para a primeiro-ministra Julia Gillard, que recebia uma cúpula de líderes da Commonwealth em Perth. Dezessete dos líderes tinham voos reservados com a Qantas no domingo.

"Não há motivos para essa reação radical e exagerada," disse o tesoureiro adjunto e ex-sindicalista Bill Shorten à Australia Broadcasting Corporation. "Sessenta e oito mil australianos e a indústria do turismo foram grosseiramente incomodados por esta emboscada aos passageiros".

Gillard, criticada por não intervir na disputa mais cedo, disse ser necessário que as audiências judiciais em Melbourne resolvessem o impasse rapidamente.

"Nós tomamos essa ação porque ficamos preocupados com os danos à economia", disse ela a repórteres em Perth, onde a disputa ofuscou a reunião da Commonwealth. "O governo está pedindo o fim da ação".

A maioria dos líderes, segundo ela, fizeram outros planos para viagem.

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